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quinta-feira, 30 de junho de 2016

Ode ao Palavrão e Gratinado de Batata e Abobrinha - Receita Super Fácil




Quem inventou o palavrão? Seria um ser humano? Não creio! Nós, seres humanos, somos tão preocupados com o que os outros vão pensar sobre nós, não, não... a preocupação com o que pensariam sobre nós, não permitiria tal criatividade, tal inspiração... seria então, o homem pré-histórico, sim, aquele cabeludo e peludo, que puxava a mulher pelos cabelos? Mentira, ele não puxava! Claro que não! As mulheres pré-históricas eram deusas, jamais permitiriam tal ultraje! Também não creio que os pré-históricos tenham criado o palavrão, eles matariam, jamais se lembrariam de falar um palavrão, eram selvagens, que tudo seria resolvido em um golpe!

Conhecem a Vênus de Willendorf, uma estátua encontrada em 1908, na Áustria, com aproximadamente 30 mil anos? Seios, ventre e vulva volumosos, enfatizando a fertilidade! É assim que sinto o que somos: férteis, prósperos, abundantes na mais plena harmonia!

Uma deusa pré-histórica belíssima, um simbolo da Grande Mãe, eternamente grávida, doadora de toda a vida e abundância que necessitamos, nem mais, nem menos:


E foi ela, a deusa pré-histórica, a Vênus de Willendorf, que me inspirou em um dia de agosto, em 2013, a moldar um delicioso pão, o Pão de Cebola e Alecrim, é só clicar para viajar comigo nesta experiência tão feminina!


Voltando ao palavrão e sobre quem o inventou, eu tenho um palpite. Na minha opinião, foram as Vísceras que inventaram o palavrão, claro que foram! Tinham que ser! Elas representam a nossa parte mais íntima, que tudo sabe e sente, nada pode ser ocultado das vísceras.

E o mentor desta invenção, do palavrão, foi o Fígado, eu não tenho a menor dúvida! O Coração é chorão, as vezes sente medo e confunde amor com sexo, não, não... o Coração não poderia ser o mentor. O Estômago é quem trabalha mais, vive cansado, principalmente em dias de festa e finais de semana. O Pâncreas é vassalo do Estômago, então, tem que estar a disposição para ajudar na digestão. Os Intestinos, bem... com a vida dura que levam... não, também não seriam os mentores. Mas o Fígado é inteligente, sabe fazer as escolhas adequadas, desintoxicando o nosso organismo, é vistoso e brilhante, além de ser a maior glândula e o segundo maior órgão do corpo humano. É dinâmico, trabalha para mais de 200 funções diferentes no corpo humano. O Fígado é um luxo e a Veneziana é uma delícia! Tenho uma deliciosa receita, clique aqui

Mas qual seria o motivo que levou o Fígado a inventar o palavrão? Bem, o Fígado é quem 'segura a onda' ou seja, administra todas as consequências dos nossos exageros, sejam eles originados pelo excesso de comida ou de bebida e, também por outros excessos, os da emoção, tais como raiva, mágoa, hostilidade, medo, mau humor, etc. Então, é fácil de entender, com tanta bagunça para ajeitar, nada como falar um &*%$()+!@ ou $#@$%¨$ ou quem sabe *&*#@$% para 'desopilar o fígado' - expressão popular para resgatar o bom humor, relaxar as tensões. E assim, quando sentimos um certo mal-estar, o fígado já começa a desopilar-se e envia os sinais adequados, momento que estamos sujeitos a falar um palavrão.

 

Quem não fala palavrão, não desopila o fígado! Não se livra da bile negra! É mais ou menos isso que o Fígado envia para o nosso Cérebro. Porém, nós escolhemos se queremos ou não falar um palavrão, pois depende do momento ou de uma série de outras coisas.


Conheço pessoas que nunca falam palavrões, mas que tem ações ou discurso mais vulgares ou obscenos do que a boca (ou fígado) de quem fala palavrões. Claro que o palavrão tem lá a sua carga pesada, como dizem, atrai energias de baixa vibração, mas eu tenho lá as minhas contrariedades em relação a isso! Depende muito de quem fala, do que fala e como fala. Na verdade, tudo depende, nada podemos generalizar e há a questão pessoal. E não gosto do tipo 'Dercy Gonçalves', nada contra a grande atriz e humorista, cada um com o seu jeito de ser, eu respeito! Mas acho que tudo tem a hora certa, os exageros e apelos me cansam e podem ser inconvenientes. Não gosto! Alguns palavrões, também, não gosto de falar. Eu sou uma moça educada, então escolho falar os mais bonitinhos ahaha.

De maneira que, esta questão dos palavrões serem obscenos não tem muito valor para a minha história. Palavrões me remetem a momentos de alegria, de surpresas e celebrações. Aprendi muito palavrões italianos, falo alguns até hoje! Por vezes, não dá para falar um palavrão, então eu não falo, a educação em primeiríssimo lugar, mas...


Os palavrões apareceram na minha vida, na infância. Eu ouvia e não podia falar, teria a permissão dos meus pais, só depois de adulta, aos 18 anos. Não ouvia sempre, mas as vezes escapava um e eu estava por perto. Todos os meus antepassados são de origem italiana, acho que não preciso falar mais nada. Imaginem: domingo depois do almoço, toda a família reunida, os adultos, para jogar truco, um jogo de cartas que chegou ao Brasil pelos imigrantes italianos. Meu pai subia em cima da mesa para provocar e enganar os adversários, claro, com altas gargalhadas e, por vezes, alguns palavrões. Era uma farra, ampla de emoção! Cada um tinha a sua tática para enganar o adversário e a cozinha da minha casa parecia mais um tablado, pelas encenações. Tudo acontecia na cozinha, assim é uma casa de descendentes de italianos.

Os palavrões fizeram e fazem parte da cultura da minha família, só que de uma maneira diferente do que eu, quando adulta, conheci. Na minha família, fala-se um palavrão quando nasce alguém ou quando morre; nos casamentos e festas; quando se perde um emprego ou se bate o carro; depois de um almoço saboroso com um bom vinho, bem no momento da sobremesa. Sempre estão relacionados com um fato feliz ou desesperador e desespero na minha família, não significa que alguém está caindo de um precipício, pode ser alguém provando um espaguete com porpetas, um neto nascendo ou um filho casando. A surpresa! Quando sou surpreendida, encho a boca e solto um belo palavrão, tipo ganhar um presente que eu já nem esperava mais, esquecido! Sou dramática até sei lá aonde e nunca quis saber... não me lembro de em momentos difíceis, ouvir os adultos da minha família falarem palavrões, nestes momentos, eu ouvia sim, o nome de um santinho, geralmente o do coração, de devoção.


Agora, vou contar sobre um gratinado que fiz e achei maravilhoso, pois é delicioso, pratico e fácil de fazer. Achei ideal para o jantar, com uma simples salada de folhas verdes, tomate, azeite e orégano, uma taça de um bom tinto e vamos para a felicidade!


As fotos não estão boas, eu reconheço. Fotos com o celular tem lá as suas limitações e, ainda mais a noite, pois como disse, foi o prato principal do jantar. 


Sabem aquela luz de emergência, que funciona a pilha? Então, tirei a foto com a ajuda dela, em uma mão e o celular em outra. Ajudou, mas não resolveu, as fotos ficaram escuras.


1 abobrinha italiana - melhor uma mais fina, magrinha, assim, menos sementes;
2 batatas médias cozidas - ponto al dente, o cozimento termina no forno;
2 ovos;
leite - um pouco, talvez 1/2 ou 3/4 de xícara, depende do tamanho dos ovos;
1 colher de sopa de queijo parmesão ralado;
2 fatias de mozzarella - enrole e pique, pedaços pequenos;
1 colher de chá rasa de amido de milho;
noz-moscada e pimenta branca para ralar na hora;
azeite de oliva e sal.


Pré-aqueça o forno a 250º.

Unte um pirex pequeno com manteiga e farinha de rosca. Corte as batatas em cubos médios e distribua por todo o pirex. Regue com azeite e salgue ligeiramente. Reserve.

Corte a aboborinha em rodelas finas. Aqueça uma frigideira ou wok, quando estiver bem quente, deite um pouco de azeite e salteie as fatias da abobrinha, já em fogo médio, sem deixar que cozinhem muito. Salgue e ajeite as fatias da abobrinha por cima das batatas.

Em uma tigela, quebre os dois ovos, junte o amido de milho e bata bem com um garfo ou fouet, até dissolver bem. Junte a mozzarella, o queijo parmesão, rale a pimenta e a noz-moscada, misture tudo. Junte o leite, comece com meia xícara, salgue e misture. Se a mistura estiver muito densa, junte mais um pouquinho de leite.

Deite toda a mistura de ovos por cima dos legumes, no pirex. Com a ajuda de um garfo, arrume a mozzarella picada por baixo dos legumes, delicadamente. Deixe só alguns pedacinhos de mozzarella por cima, para dar um tom bonito ao gratinado.

Juntei ainda, ao gratinado, na mistura de ovos, algumas sementes de endro, pois acho que combinam bem com as batatas, mas é opcional. Podem ser substituídas por folhas de salsinha picadas ou, talvez, tomilho, que se prestam muito bem para legumes assados. Tomilho fresco, de preferência, muito perfumado.

Leve ao forno, ajuste a temperatura para 200º e siga até dourar as beiradas. Se tiver a função grill, use para dar o efeito gratinado. 

Deixo um beijinho e uma flor de lótus, como um carinho! A foto, eu tirei quando estive em um Jardim de Flores de Lótus - cliquem aqui!