Segunda-feira após o domingo de páscoa, minha mamma Nilva Amélia comemorava a Pasquella ou Pasquetta. Era um dia que ela gostava de passar com a irmã, Viviana Carmela, conhecida como Vilma. Os momentos mais preciosos da família eram lembrados, um verdadeiro revival. As vezes uma prima chegava, tinha o apelido de Nina, mas seu nome era Christina.
Ao final da tarde, uma bela mesa era posta, muito bem arrumada com todas as comidas salgadas e doces que eram feitas durante a páscoa e todos comiam, riam, celebravam e assim terminava a Páscoa com a Pasquella. A famiglia unida comendo novamente ... para variar um pouco!
É costume na Itália, fazer um pic-nic na Pasquella, onde a comida é a sobra da mesa da Páscoa.
Na foto, a minha mamma é a de vestido marrom. A de blusa branca é minha zia Vilma e buona pasquella a tutti!

Minha mamma gostava de cantar esta música, que saudades, agora lembrei-me destes intantes: Malafemmena
Nesta época, eu gosto de fazer Brandade de Bacalhau, um prato que gostamos muito em casa.
A Brandade é uma especialidade francesa da cidade de Nimes, mas pode ser encontrada também em outras regiões francesas, catalãs e bascas. Na pesquisa que fiz, brandar tem o sentido de mexer/refogar. Há variantes da Brandade de uma região para a outra.
300 gramas de batatas inteiras e descascadas
200 gramas de bacalhau demolhado
1 folha de louro
1 cebola grande cortada ao meio e depois em fatias finas
1 dente de alho pequeno espremido
folhas de salsa picadas e folhas de tomilho - frescas
talos de salsinha bem picadinhos
4 azeitonas azapa sem caroço e cortadas em rodelas
azeite de oliva, aproximadamente 1/4 de copo
suco de meio limão siciliano pequeno
noz-moscada para ralar na hora
sal e pimenta branca para ralar na hora
Leve uma panela média com água e o bacalhau ao fogo e, assim que começar a ferver, retire imediatamente o bacalhau, use uma escumadeira e reserve em um escorredor. Espere esfriar um pouco e limpe toda a carne de peles e espinhas. Reserve.
Coloque na água fervente em que cozinhou o bacalhau, as batatas e cozinhe até ficarem macias, prontas para serem espremidas. Retire as batatas, esprema e reserve. Reserve também a água em que o bacalhau e as batatas foram cozidos.
Pré-aqueça o forno a 200°.
Em outra panela, já em fogo médio, deite o azeite de oliva e quanto aquecer, junte a cebola e os talos da salsinha. Salteie, mexendo sempre e aromatizando com a folha de louro e as folhas de tomilho. Assim que a cebola começar a ficar translúcida, junte o alho e em seguida as azeitonas, termine misturando tudo.
Deite todo o bacalhau na mistura da penela, agregue tudo muito bem e retire a folha de louro.
Junte as batatas espremidas, misture tudo e salgue, com cuidado, prove primeiro, pois o bacalhau pode ter ainda um pouco de sal.
Com uma concha, junte pequenas quantidades da água aquecida em que o bacalhau foi cozido e misture tudo sem parar, até formar um creme denso. Não coloque muita água, vá devagar, em etapas, percebendo a quantidade certa para formar uma mistura densa, mas bem cremosa. O segredo nesta etapa é mexer bastante, para agregar tudo e formar uma bela cremosidade, perfumada e saborosa.
Apague o fogo, junte o suco de limão, a salsinha, rale pimenta branca e noz-moscada, misture tudo.
Unte com azeite um pirex pequeno, deite toda a mistura do bacalhau e alise com uma espátula, regue com azeite, rale mais um pouco de pimenta e polvilhe farinha de rosca feita em casa, de preferência.
Leve ao forno, mantendo a temperatura de 200º, até a Brandade dourar. Tempo aproximado: 10/15 minutos, depende do forno. Use a função grill se tiver.
A inspiração veio do 'Elvira's Bistrot', blog que me encanta, clique aqui para conhecer.
A minha receita de Brandade foi feita sem creme de leite ou natas, assim eu prefiro, pois acho que fica mais leve. Mas pode-se usar as natas em substituição da água do cozimento do bacalhau.



