quarta-feira, 22 de julho de 2015

French Toast recheada com Cream Cheese - Rabanada Americana recheada com Cream Cheese





Coisa mais fácil do mundo! É uma rabanada metida a americana, pois tem recheio de cream cheese e é só isso. Feita com pão de forma e nem a casca eu tirei. 

Passe cream cheese em duas fatias de pão de forma e feche como um sanduíche. Agora corte ao meio, criando dois triângulos. 

Pegue uma vasilha funda e bata com um garfo: 3 ovos, 1 colher de sopa de açúcar, 1/4 de xícara de leite integral, uma pitada de canela e 1 colher de chá de essência de baunilha.

Passe os triângulos de pão de forma recheados pela mistura de ovos e frite em uma frigideira com manteiga e um fio de azeite aquecidos. Não exagere na manteiga, comece com uma colher de chá. O fio de azeite serve para não queimar a manteiga.

Frite até dourar dos dois lados, deixe escorrendo em papel absorvente, mas nunca uma em cima da outra. Siga dessa maneira até terminar a mistura de ovos.

Transfira para um prato de servir, regue com mel e polvilhe açúcar misturado com especiarias: canela, cravo e noz-moscada em pó. 

Pode decorar com lascas de amêndoas após regar com mel e depois polvilhar açúcar de confeiteiro. Ai está uma rabanada para compor uma bela mesa de natal!   


A inspiração veio do 'Armazém de Bruxa' da Márcia Frazão, clique para conhecer! Bacio! 




Cozinha Mediterrânea - Peperoni Arrostiti, Alice e Origano - Pimentões Assados, Aliche e Orégano





Os pimentões aqui são mais digestivos, pois são assados no forno e ainda, ganham um leve sabor defumado.

Temperados com azeite e orégano, combinam muito bem com filés de aliche. Imaginem por cima de uma fatia de pão italiano ou mesmo sobre a mesma fatia, tostada na frigideira com azeite, o que conhecemos por bruschetta?

Um aperitivo com sabores que vão do doce ao defumado, veramente delicioso!

É versátil, pois também pode ser o prato principal. Experimente cortar em tiras mais finas, juntar azeitonas negras carnudas - descaroçadas, algumas alcaparras, pinoli e combinar tudo com um espaguete al dente ... comida dos deuses!


2 pimentões vermelhos, escolha os bem carnudos e firmes, pois serão assados

flocos de pimenta calabresa ou pimenta dedo-de-moça cortada em rodelas bem fininhas

folhas frescas de orégano é a mais pura magia, mas se não tiver, use as secas

1 dente de alho cortado em lâminas bem fininhas, mas é facultativo, o pimentão é um rei muito presente! Eu nem usei

filés de aliche

abundante azeite

sal grosso e pimenta preta para ralar na hora


Pré-aqueça o forno a 300º.

Enxugue muito bem os pimentões, não é preciso cortar. Unte uma forma com azeite, disponha os pimentões, um ao lado do outro, regue com um pouco mais de azeite por cima deles e leve ao forno, sem papel alumínio. Abaixe a temperatura para 250º e siga assando os pimentões até murcharem bem e ficarem com a pele tostada. Meia hora a 45 minutos, depende do forno.



Espere esfriar um pouco para começar a limpeza das sementes, parte branca fibrosa e pele. Com os pimentões bem moles e assados, a pele sai com muita facilidade, com as mãos mesmo, algumas partes a faca ajuda bem. Corte ao meio cada pimentão e limpe todas as sementes, retire com a ajuda da faca a parte branca interna, que é indigesta e retire também o cabo. Limpe bem a base de trabalho de sementes e corte cada pimentão em pedaços grandes, 4 ou 5 partes.

Observe cada fatia, elas são irregulares e é assim mesmo, este é um prato rústico, mas dê uma aparada, um certo acabamento nas partes mais irregulares de cada fatia, sem a preocupação de perfeição.

Arrume uma vasilha para compor as fatias de pimentão em camadas:

regue o fundo da vasilha com azeite,

arrume fatias de pimentão assado,

distribua pelas fatias um pouco de pimenta calabresa, orégano, filés de aliche, solte umas pedrinhas de sal grosso, poucas pois o aliche já tem sal e rale pimenta preta na hora. Se for usar o alho, este é o momento.

Veja na imagem abaixo como o aliche foi ajeitado por cima de cada fatia de pimentão. Um filé de aliche para cada fatia. Aliche usado de maneira exagerada em um prato, certamente vai estragar todas as sensações mais maravilhosas.

Siga assim para cada camada de pimentão, sempre sem exagerar nos temperos, pois estão presentes em cada camada. Regue a vontade com azeite. Cubra com filme PVC, reserve na geladeira e consuma em até uma semana.

Eu deixo um dia curtindo na geladeira, para depois consumir, dessa forma o matrimônio tem tempo de acontecer entre os temperos, os filés de aliche e os fatias de pimentão assado ... um verdadeiro ménage à sei lá quantos rsrsrs ... mas dá super certo, ninguém briga com ninguém!


Caso não tenha aliche, poderá no momento da limpeza dos pimentões, cortar em tiras finas e juntar, além dos temperos acima citados, folhas rasgadas com as mãos de manjericão e um pouco, mas pouco, de aceto balsâmico, é um manjar dos deuses do olimpo.


Aqui temos além de um aperitivo para acompanhar pão italiano, também o acompanhamento de um prato principal, como por exemplo, uma carne assada ou um filé grelhado ou mesmo um churrasco. 


Bem versátil não é!? Ciao!



terça-feira, 21 de julho de 2015

Conserva de Berinjelas em Azeite com Sementes de Erva-doce e Hortelã - Melanzane Sott'olio a Fette - Cozinha da Calábria






Existem muitas formas de fazer conserva com berinjela e todas são saborosas, pois para quem gosta, a berinjela é um legume versátil e muito saboroso.

Esta é a conserva que tem a minha preferência: fatias de berinjelas em azeite, aromatizadas com erva-doce e hortelã. Um delicioso e rústico antepasto sempre presente nas mesas da Calábria, na Itália, eu costumo até lanchar a tarde com pão italiano ou mesmo com o famoso e brasileiro pãozinho francês rsrs ... sim, o nosso pão chamado de francês é brasileiro e em outros países é conhecido como pão brasileiro.

As conservas são fáceis de fazer, mas dão um pouquinho de trabalho, principalmente se for em grande quantidade, que é o que sempre acontece. No entanto, quando eu tenho vontade, faço pouco e fico feliz assim mesmo. Vejam na foto, que eu fiz em uma forma de bolo inglês, para um melhor aproveitamento do azeite, pois esta é uma forma alta.

2 ou 3 berinjelas, depende do tamanho
2 ou três dentes de alho, conforme o gosto
sementes de erva-doce
pimenta calabresa ou fatias finas de pimenta dedo-de-moça (com ou sem semente, conforme o gosto)
folhas frescas e bem bonitas de hortelã
azeite de oliva abundante
1 copo de vinagre de vinho branco
sal grosso e pimenta preta para ralar na hora

Corte as pontas da berinjela e fatie no sentido do comprimento, na espessura de um dedo. Monte camadas de fatias de berinjela em uma peneira ou escorredor, salgando cada camada com sal grosso e deixe escorrer, por uma hora, todo o líquido amargo. Ponha um peso por cima para apertar as fatias. Minha nonna deixava escorrendo, na geladeira, por 24 horas, mas como sabores amargos não me incomodam muito, eu deixo somente uma hora.

Depois lave cada fatia de berinjela e arrume em um prato ou bandeja.

Leve uma panela média com água e o vinagre ao fogo e quando começar a ferver, junte um pouco de sal e, sem seguida, algumas fatias de berinjelas. Deixe cozinhando por 5 minutos. Siga assim, em etapas com todas as fatias. Retire as fatias cozidas com um pegador ou escumadeira e reserve no escorredor por duas horas. Aperte as fatias com delicadeza para escorrer bem a água e cubra com um prato e um peso por cima.

Corte os dentes de alho em lâminas finas. Se quiser intensificar o sabor das sementes de erva-doce, toste em uma frigideira, mas levemente! Escolha um pouco de folhas de hortelã e destaque dos talos.

Passado o tempo de duas horas, monte a conserva em camadas. Se a forma ou pirex forem altos, o azeite ficará mais concentrado, com um melhor aproveitamento.

Montagem:
- regue com uma boa quantidade de azeite o fundo da forma,

- arrume fatias de berinjela, como se monta uma lasagna,

- salgue com sal grosso, mas sem exagerar, pois as fatias de berinjela foram cozidas em água temperada com sal,

- agora distribua por cima das fatias de berinjela: lâminas de alho, um pouquinho de pimenta calabresa, algumas sementes de erva-doce e folhinhas de hortelã,

- rale pimenta preta e regue com mais azeite.

Siga assim até terminar todas as fatias de berinjela, cuidando para não exagerar nos temperos, já que estão presentes em todas as camadas e termine regando com mais azeite. Enfeite a última camada com as folhas de hortelã mais bonitas.

Melhor consumir após um mês de descanso, os sabores estarão perfeitamente combinados. Mas eu nunca esperei este tempo. Já esperei uma semana. Dois dias eu costumo dar uma beliscada.

Esta conserva pode ser consumida em até um ano, mas para todo este tempo, melhor em frascos esterilizados e muito bem tampados.

Após consumir, verifique se precisa complementar com azeite e mantenha sempre na geladeira. As fatias devem ficar mergulhadas em azeite.

Un bacio a tutte!





segunda-feira, 20 de julho de 2015

Bolo Úmido de Amendoim





Um dia de inverno, em junho, eu estava no mercado e quando cheguei na parte de frutas e legumes, eu vi muitas barraquinhas de tudo o que é necessário para se fazer uma festa junina, dos famosos santos católicos ... sempre lembro de Santo Antônio e da sua fama de casamenteiro.

Eu vi uma saco de amendoins torrados e descascados, peguei e coloquei dentro do carrinho e pensei em fazer um bolo com cobertura de chocolate. Eu gosto de juntar chocolate com amendoim, com amêndoa, castanha do Pará e com a rainha avelã, perfeita e deliciosa.

Minha mãe que adorava amendoim, fazia um bolo bem gostoso, procurei pela receita e não achei. Googleando, eu achei um que me chamou, pois prometia ser úmido.

O resultado foi um bolo realmente úmido, bem brasileiro, portanto bem docinho, tanto que usei um pouco menos de açúcar que a receita, muito aromático e com pedacinhos de amendoins, tanto na massa quanto na cobertura.

É um bolo pequeno, usei uma forma redonda, com diâmetro de 24 cm.

3 ovos - claras e gemas separadas
150 gramas de manteiga em ponto de pomada
1 + 1/4 xícara de chá de açúcar
100 gramas de farinha de rosca
1/2 xícara de chá de leite
300 gramas de amendoim torrado e triturado, sem a pele e sem sal
1 colher de sopa rasa de fermento em pó

Bata no liquidificador os amendoins até virarem uma farinha um pouco grossa. Os pedacinhos maiores, aqueles que não trituraram, reserve para enfeitar o bolo, por cima da cobertura de chocolate.

Pré-aqueça o forno a 200º. Unte e enfarinhe uma forma para bolo e reserve.

Bata na batedeira as claras em ponto de neve e reserve.

Bata, também na batedeira, as gemas, o açúcar e a manteiga até o ponto de um creme claro. Junte a farinha de rosca e o leite, misture muito bem com uma colher. Depois junte o amendoim triturado, em etapas, e agregue tudo, sempre com a colher.

Agora junte o fermento, misture brevemente e, por fim, as claras em neve, também misturando brevemente. Tudo com a colher.

Deite a mistura na forma e leve ao forno, abaixando a temperatura para 180º e asse até o palito sair sem grumos. Cuide para não assar muito, para não ressecar o bolo!


Cobertura: 2 colheres de manteiga, 2 colheres de chocolatado em pó, 2 colheres rasas de açúcar e 4 colheres de leite. Leve ao fogo médio, mexendo sem parar, até derreter. Com o bolo ainda quente, deite toda a calda, espalhando por todo o bolo. Decore com os pedacinhos reservados de amendoim.

Como é um bolo úmido, eu não desenformei e servi frio, acompanhado de um café com uma casquinha de limão.

Un bacio bella gente!


A inspiração veio do deliartcakecreations, clique para conhecer!




domingo, 19 de julho de 2015

Bolo de Farinha de Milho Flocada aromatizado com Raspas de Limão e Kümmel - Bolo de Liquidificador





Para quem ainda não sabe, os meus vizinhos são os pinheiros, as flores e os animais silvestres. Não tenho comércio perto de casa, então quando saio para fazer compras, eu sempre faço uma lista, justamente para não esquecer nadica de nada ... mas ... acontece que eu esqueço sim ... esqueço no momento em que estou fazendo a lista rsrsrs.

Então, nesta semana, numa tarde fria, pensei que o café da tarde poderia ter um belo e gostoso bolo de fubá, destes do campo, com aromas de cozinha da vovó. Acho que dá para perceber como eu gosto de bolo de milho ou de farinha de milho, são tantas as receitas aqui ...


Mas cadê o fubá! Na despensa, só tinha farinha de milho flocada e, além de faltar fubá, faltou também a vontade de sair para ir no mercado.

Mas internet não faltava e googleando, eu achei um bolo com farinha milho flocada ou flocão. E eu gostei do resultado, apenas fiz uma cobertura aromatizada com raspas de limão e kümmel, uma sementinha muito perfumada, usada na culinária alemã.


2 xícaras de farinha de milho flocada ou flocão
1 xícara de leite
1/2 xícara de óleo de girassol
1 + 3/4 de xícara de açúcar
4 ovos
1 xícara de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento em pó


Pré-aqueça o forno a 200º.

Unte com manteiga uma forma com buraco no meio e polvilhe fubá, mas como eu não tinha, usei farinha de trigo mesmo. Reserve.

No copo do liquidificador, coloque primeiramente o leite, o óleo e os ovos. Em seguida, entre com os ingredientes secos, exceto o fermento.

Bata tudo até incorporar bem. Junte mais leite, aos poucos, conforme a necessidade, eu precisei juntar para liquidificar a massa com fluidez. Desligue, junte o fermento, bata só para misturar e deite toda a mistura na forma untada e enfarinha.

Leve ao forno, abaixe a temperatura para 180º e asse até dourar, sempre fazendo o teste do palito. Abra o forno somente após meia hora.


Para a cobertura, tudo muito simples: rale a casca de 1 limão e toste levemente, apenas para acordar, 1 colher de chá de sementes de kümmel, mas pode ser de erva-doce. Reserve. 

Em uma tacinha, misture bem 3/4 de xícara de açúcar de confeiteiro e 1 ou 2 colheres de sopa de leite e misture bem. Junte o leite aos poucos, uma colher de cada vez, até formar uma calda não muito rala e nem muito grossa. Se quiser, poderá substituir o leite por suco de limão, uma delícia o sabor ácido do limão com o açúcar. 

Despeje a calda por cima do bolo morno, espalhando com a ajuda de uma colher e, em seguida, antes que a calda açucarada seque, polvilhe as raspas do limão e as sementes de kümmel. As raspas e as sementes ficam grudadas na cobertura endurecida. 


Este é um bolo para acompanhar um café, um chá e para contar ou ouvir histórias ... para compor ou ler poesias ... 

A inspiração veio do TudoGostoso, clique para conhecer! Usei menos açúcar que a receita. 

Bacione a Abbraccione!




quinta-feira, 16 de julho de 2015

Couve-flor a Dorê - Cavolfiore Fritto in Pastella





Os floretes de couve-flor a dorê caem muito bem como um acompanhamento. mas podem ser degustados perfeitamente como um aperitivo. Nos dias mais quentes, pode ser até o prato principal, com uma deliciosa salada de rúcula, nozes e pedaços de gorgonzola.

Esta pastella ou massa que envolve os floretes é perfumada com a adição de vinho branco seco. Fica crocante, sequinha e leve, pois não vai leite na composição.

Comece selecionando, limpando e higienizando os floretes de 1 maço médio de couve-flor. Cozinhe em água fervente com sal, até que fiquem macios, mas não muito moles, devem ficar muito al dente, para terminar o cozimento na  fritura. Retire os floretes com uma escumadeira e reserve em um escorredor. Separe 100 ml desta água e reserve.

Aproveite a água da couve-flor e faça uma caldo de legumes, juntando 1 cenoura, 1 talo de salsão com folhas, 1 cebola, 1 folha de louro rasgada ao meio, alguns grãos de pimenta do reino preta, 1 ciuffetto (uma macinho) de salsinha com os talos. Corte tudo grosseiramente, junte mais água se necessário, deixe cozinhando sem que ferva, em fogo bem baixo por quase 1 hora. Após esfriar, coe e congele para fazer risotto, sopas, carnes cozidas ...

Para a pastella, junte em uma vasilha:

1 ovo batido,
120 gramas de farinha de trigo,
folhas de salsinha picadinhas,
1 dente de alho pequeno triturado (opcional, ou tire a alma do alho),
2 colheres de parmesão ralado, preferencialmente na hora, faz uma grande diferença,
sal e pimenta branca para ralar na hora.

Misture tudo e junte 1 copo, aproximadamente 200 ml, sendo metade com a água reservada do cozimento da couve-flor, que já deve estar morna, e metade vinho branco seco. Junte aos poucos, comforme a necessidade, até dar o ponto de uma massa fluida, mas consistente: nem rala e nem muito densa. Bata com vontade a pastella, não precisa ser por muito tempo, só misturar bem todos os ingredientes.

Leve uma panelinha ou frigideira funda ao fogo com abundante óleo, melhor se for de girassol, e deixe aquecer.

Junte os floretes de couve-flor na pastella e misture bem com um garfo, de forma que todos fiquem bem envolvidos na massa.

Espete delicadamente, com um garfo, os floretes de couve-flor, um a um, deixando que escorra o excesso da pastella, e leve para a panela com óleo quente e frite até dourar. Frite em etapas, para que o óleo não esfrie.

Vire para dourar os dois lados de cada florete. Outro ponto importante: não esquente exageradamente o óleo, para que a fritura ocorra igualmente por dentro e por fora. Se o óleo estiver muito quente, vai dourar muito rápido por fora e por dentro não vai cozinhar e se o óleo estiver pouco quente, vai ficar uma fritura encharcada, sem crocância e mole.


Eu costumo colocar a ponta do cabo da colher de pau, truque que aprendi com a minha nonna e mamma. Se fizer bolinhas é porque está no ponto para começar a fritura ... risos.

Croccante e profumato, ciao a tutti e buon appetito! 





domingo, 12 de julho de 2015

Meu Aniversário - 2015






O Mundo não se fez para pensarmos nele ...  


“O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...

Creio no Mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo…

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar...

Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não pensar…”


Ando assim, como o poema de Fernando Pessoa, em O Guardador de Rebanhos!

Clique na imagem


Un abbraccio, un bacio! E tantissimi auguri per i miei 52 anni!









segunda-feira, 6 de julho de 2015

Pesto de Rúcula com Salada de Tomates e Alcaparrões ou com Espaguete





Um dia, jantando em um restaurante argentino em São Paulo, eu perguntei se os tomates estavam bons para uma salada e a resposta foi: sim, estão ótimos.

Quando foram servidos, eu conheci os alcaparrões. São grandes e deliciosos. O sabor vai do ácido ao doce, mas marcante. Eu adorei combinados com grossas fatias de tomate, abundante azeite, sal e folhas frescas de orégano. Os alcaparrões estavam acomodados nas cavidades das fatias de tomates, uma delícia inesquecível.

Eu adoro rúcula e resolvi fazer uma salada diferente. Nas pesquisas de receitas com rúcola, cheguei a este pesto, para fazer com pasta, mas eram os tomates com alcaparrões que não saíam da minha cabeça. O resultado foi espetacular, que acompanhamento diferente e saboroso!


50 gramas de folhas de rúcula, aproximadamente, evite os cabos são mais amargos
1/2 dente de alho
1 punhado de pinoli ou nozes ou amêndoas
1 punhado de queijo pecorino ou parmesão, ralados
algumas colheres de azeite de oliva
pimenta preta para ralar na hora

Leve tudo, exceto a pimenta preta, para o mixer ou liquidificador, sem bater muito. Batendo e parando, até chegar a uma consistência grossa e não muito cremosa.

Deite o pesto em uma vasilha ou vidro e rale pimenta preta. Misture com uma colher e está pronto.

Veja na imagem a consistência do pesto. Se sobrar, guarde na geladeira, em vidro bem fechado, cobrindo o pesto com azeite de oliva na altura de um dedo.


Corte em fatias grossas um tomate caqui, maduro e firme. Arrume as fatias em um prato de servir, Ajeite três alcaparrões em cada fatia, nas cavidades, eles ficam firmes com o cabinho pra cima, assim empinadinhos.

No centro, deite uma colher pequena de pesto de rúcula. Regue com abundante azeite de oliva, tempere com flor de sal e rale pimenta preta.

É um acompanhamento lindo, saboroso, charmoso! Mas pode também ser o prato principal, com espaguete, por exemplo!


Corte tomatinhos bem doces ao meio. Cozinhe espaguete de grano duro até que fique al dente.


Coloque uma boa porção de pesto de rúcula em uma tigela, por cima os tomatinhos crus. Com um pegador, retire a pasta cozida da panela e deite por cima dos tomatinhos e do pesto. Misture tudo muito bem e se a consistência ficar muito densa, junte meia concha pequena de água do cozimento do espaguete. Misture bem e está prontinho. Ciao!





quarta-feira, 1 de julho de 2015

Passeio - Mosteiro de São Bento no Centro Histórico de São Paulo




Visitei várias vezes a igreja do Mosteiro de São Bento, localizada no Largo de São Bento, região central de São Paulo, mas nunca entrei no mosteiro. Estas fotos foram tiradas em maio de 2011 e nesta época era possível fotografar internamente a igreja. Recentemente, voltei ao mosteiro, com o desejo de tirar fotos melhores, mas fui impedida pelo segurança. Atualmente, não podemos mais fotografar.

Aos domingos, acontece a famosa missa com cantos gregorianos e eu gostava de assistir. Sempre gostei de ouvir canto gregoriano. Muito concorrida, é preciso chegar cedo para conseguir um lugar para sentar.

Após a missa, forma-se uma fila para comprar os deliciosos pães feitos pelos monges.

O famoso Brunch: com sofisticadas iguarias dos monges e da gastronomia de grandes chefs de cozinha de São Paulo ... o evento é regado também por atrações de música clássica e contemporânea e exposições de arte sacra barroca e contemporânea.

Clique aqui para ver a programação completa do Brunch.

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A história do Mosteiro de São Bento começa assim: a Câmara Municipal doou em 9 de maio de 1600, um pedaço de terra no lugar mais ilustre da vila, depois do Colégio da Companhia, em doação perpétua até o fim do mundo. O local era onde se localizava a antiga taba ou casa do Cacique Tibiriçá. Somente em 1634, as obras foram terminadas e constituídas em Abadia.


São Bento de Núrsia, nascido Benedetto da Nórcia (Nórcia, Reino Ostrogótico, 480 — Abadia do Monte Cassino, 547) foi um monge, fundador da Ordem dos Beneditinos, uma das maiores ordens monásticas do mundo. Foi o criador da Regra de São Bento (Regula Monasteriorum), um dos mais importantes e utilizados regulamentos de vida monástica, inspiração de muitas outras comunidades religiosas. Era irmão gêmeo de Santa Escolástica. Foi designado patrono da Europa pelo Papa Paulo VI em 1964, sendo também patrono da Alemanha.

Conta-se que São Bento foi filho de um nobre romano, tendo realizado os primeiros estudos na região de Núrsia (próximo à cidade italiana de Espoleto). Mais tarde, foi enviado a Roma para estudar retórica e filosofia, mas, tendo se decepcionado com a decadência moral da cidade, abandona logo a capital e se retira para Enfide (atual Affile) no ano 500. Ajudado por um abade da região chamado Romano, instalou-se em uma gruta de difícil acesso, a fim de viver como eremita. Depois de três anos nesse lugar, dedicando-se à oração e ao sacrifício, foi descoberto por alguns pastores, que divulgaram a fama de santidade. A partir de então, foi visitado constantemente por pessoas que buscavam conselhos e direção espiritual.

As relíquias de São Bento estão conservadas na cripta da Abadia de Saint-Benoît-sur-Loire, próximo a Orleáns e Germigny-des-Prés, no centro da França.


O relógio do Mosteiro de São Bento, de fabricação alemã, foi instalado em 1921. Era considerado o relógio mais preciso de São Paulo, até o aparecimento dos relógios a cristal de quartzo. Conta também com um carrilhão com seis sinos afinados que tocam nas horas cheias e nas frações.


Quando eu olho para a imagem de São Bento, eu vejo um druida, um mago, um alquimista. E li que, São Bento era contemporâneo do rei Arthur no século V e foi um mago druida com poderes supra normais e seu mosteiro abrigava peregrinos e viajantes. São muitas as lendas que li ...

São Bento utilizou a cruz verdadeira como símbolo máximo do religar com Deus, utilizada também pelos cavaleiros Templários na idade media.



Nas fotos que seguem, já dentro da igreja, com a missa dominical e cantos gregorianos.


Virgem de Kasperovo, de 1893. Trazida por russos foragidos da revolução socialista. A peça é incrustada de rubis, turquesas e 6.000 pérolas do mar Negro. É belíssima! 

Está localizada logo na entrada. 


Especial ênfase para representações angélicas e muito incenso.


O órgão é o segundo maior da cidade, com 6.000 tubos. Data de 1954 e é alemão. O órgão da Catedral da Sé, tem cinco teclados e 12.000 tubos. É o maior da América Latina. O maior órgão do mundo encontra-se na Convention Hall da Organ Society em Atlantic City (Estados Unidos). Este possui 7 manuais e 2 pedaleiras. Tem duas consolas. Desconhece-se o número exato de tubos que o compõe, mas pensa-se que está por volta dos 33.114.


O órgão é um instrumento de sopro com a diferença de o ar não ser injetado pelo sopro humano, mas sob a forma de ar comprimido.



O vitral com o tetramorfo. Este vitral é a representação dos 4 evangelistas por meio de figuras antropozoomórficas e tem sua origem numa alusão ao livro de Ezequiel, que descreveu em uma de suas visões 4 seres fantásticos. Neste vitral, no centro encontra-se uma pomba representando o Divino Espírito Santo.


A arte no Teto.



Capela do Santíssimo Sacramento dentro da igreja do Mosteiro. Esta foto eu tirei nesta última visita, em 2015. Bati a foto de maneira bem escondida.



O Mosteiro é composto pela Basílica Abacial de Nossa Senhora da Assunção, o Colégio e a Faculdade de São Bento.

Uma Biblioteca, com mais de 100 mil títulos, alguns bem raros, incluindo incunábulos, que são livros impressos nos primeiros tempos da imprensa. Especula-se que seja a mais antiga da cidade de São Paulo, tendo início com os primeiros monges que chegaram em 1598. Há também um Teatro, considerado um dos mais antigos de São Paulo.

Clique aqui para a Visita Virtual.

Foto google imagens

O mosteiro por volta de 1860 (fotografia de Militão de Azevedo).


Texto extraído do google, na sua maioria da wikipédia.