domingo, 27 de novembro de 2016

Flores e Instantes do meu Jardim




Dia 27 de novembro é o aniversário da Chica! Ela está sempre presente nos blogs amigos, acredito que todos a conhecem. Eu gosto de visitar a Chica aqui ceuepalavras, aqui fincandoraizes e aqui canteirosdavida.

Conheci a querida Chica, no dia 19 de março de 2013, quando da primeira postagem do Fare la Scarpetta. E construímos uma amizade gostosa, mesmo que virtual. 

A Chica é uma querida, então, pensei em oferecer flores para ela. Gosto de dar flores de presente. No entanto, decidi dar de presente para ela, as mais belas flores, os mais belos instantes e paisagens do meu jardim, que é muito bem cuidado pelo meu maridex. 

Chica, aqui vão, todas para você, com amor! Feliz aniversário, com saúde e muitas alegrias! Muitíssimo agradecida pela sua amizade a carinho! 

Auguri bella! Um beijo e forte abraço! 


Passarinhos conversando na hora do almoço, gostam de comer minhocas. Piavam bem alto.  


 Uma folhagem verde, com pelinhos roxos. Super diferente. 


O maridex gosta de plantas tropicais. Ele apara a grama, tira os matinhos, aduba e rega. Adora cuidar do jardim. 




Folhagem que cobre muros, mas gosta de se arrastar pelo chão. O efeito é bem bonito.


Antúrios plantados no jardim. Gostaram imensamente do local, pois desfrutam por boa parte do dia, de sombra da amoreira. 


 Acho que é um tipo de bromélia. 


 Uma moreia branca. 


A bananeira é do vizinho, mas a penca insiste em pender para o meu lado, por cima do muro. Nunca pegamos uma banana. Mas gostamos da sua presença! 


Uma trepadeira que nasceu sozinha, nem sabemos o nome. 


Ipomoea Purpurea ou Glória da Manhã, muitos a consideram como um simples mato. Não nasceu sozinha, o maridex que plantou e cai as pencas pela varanda. É uma trepadeira bem selvagem. 





Ipomoea Pink.






Aqui, bem fresquinha, depois de uma chuva, a Ipomoea Pink ainda em botões. 







sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Um Milagre e a Inspiração Musical que foi morar em outro País





Era uma tarde chuvosa, fechei todas as janelas e chegando na cozinha, levei ao forno, um pão provençal, para assar. A cafeteira já estava pronta, esperando pela chama do fogão. Ouvia, nas alturas do Everest, uma das composições que mais gosto de Strauss, todos conhecem, Danúbio Azul. Eu amo valsa, elas me elevam, fico plena de felicidade. Estava sozinha em casa, como eu gosto, nas tardes chuvosas, nebulosas e frias. E a primavera? Sim, estamos na primavera, mas o tempo está assim, parecendo outono, neste 2016. 

A certo ponto, quando o pão já perfumava a casa toda, eu fiquei fascinada ao ver uma toalha branca, alva, que cobria uma pequena mesa redonda. Os bordados da toalha eram geométricos, reluzentes, acetinados, em um bonito e delicado alto-relevo.

Levantei os olhos e vi um rosto, um tantinho melancólico, olhando para o nada, com uma taça na mão. Bebericava o vinho em tom mais rubi que eu já vira. Ao descansar a taça na mesa, contemplei as lágrimas que escorriam, turvas, na parte interna da taça.  

Ele, o rosto melancólico me perguntou: quer uma taça? 
Eu disse, sentando-me: sim, obrigado! 
Então, ele pegou uma jarra de vidro transparente, com água e deitou vagarosamente, o líquido na minha taça. E água límpida, na taça, era vinho. Foi só neste instante, que me dei conta que estávamos, eu e Jesus, compartilhando a mesma mesa e pensamentos, em uma tarde chuvosa, bebericando um tinto seco, de forte personalidade, provindo de vinhas anciãs, certamente milenares, amplamente ensolaradas, com raízes profundas, regadas de memórias e histórias de muitos tempos. 

Prazer e sabor neste milagre, eu pensei, ou falei? Aliás, não falávamos, não emitíamos som, mas conversávamos em um absoluto silêncio, tão absoluto, quanto o branco da toalha, com bordados acetinados.

Talvez Jesus, quisesse falar sobre harmonizações de vinho, sua bebida preferida, com peixes ou frutos secos. Talvez ele quisesse falar até o que eu nem pudesse imaginar. Porém, o olhar dele continuava distante. 

Aproveitei aquele instante para sentir Jesus. Observei que ele não era nada parecido com o que contam nos antigos livros: aparência, gestos, olhar... bebi mais um pouco do vinho, instante em que Jesus sorriu e perguntou: você sabe tocar piano? 
Respondi: ahhh não sei. E sorrindo, continuei: por que? 
Ele, com outra pergunta: você sabe por onde anda o Tom? 
O Jobim? Respondi, em pergunta.
Sim, disse Jesus.
Eu fiquei muda! Perdi as palavras e nem quis saber de encontrá-las. Só queria ouvir.  

Jesus encheu novamente as nossas taças com água, que depois era vinho e puxou de uma mochila, que estava no chão, um tablet. Navegando, ele acessou Tom tocando piano e cantando

Ouvimos Tom em silêncio, sem perceber o tempo passar.  
Então, falei: pensei que ouviria Corcovado
Ele: ahhh já ouvi tanto Corcovado, naquela altura, onde posso ver toda aquela bela paisagem, que enjoei. Mas gosto, embora nem sempre, pois pode ser um tanto cansativo, assim em demasia. Mas, como deve saber, não vivo só no Rio de Janeiro. Também, estou em outras alturas, em outros países e povos. Ocorre, que por estes dias, me deu vontade de ouvir o Tom, com seu piano.  

Imagem by - GuiadoRio


Eu lembrei de um coral da Eslovênia, o Perpetuum Jazzile, cantando brilhantemente 'Wave', uma composição do Tom Jobim, também chamada 'Vou te contar'. Há tanta alegria nesta união de vozes. 

Jesus, prontamente, como que lendo meus pensamentos, acessou Wave no seu tablet e, juntos, ouvimos, apreciamos. Ele gostou, eu senti.
   

Foi, então, que me dei conta que até os anos 80, do século passado, se fez música no meu Brasil. Depois, a música mudou de país. 

Eu acho que a inspiração não pertence a ninguém, não tem dono, é livre, independente. Está pronta para ser acessada. Mas, faz tempo que ela, a inspiração, paira em outros céus, que não os do meu Brasil, atualmente e lamentavelmente. 


Esta foto, eu tirei em algum dia, nem me lembro, da minha varanda, no final de uma tarde. A lua deve ser uma das moradas da inspiração! 

Sinto falta de novas criações musicais no meu país, mas de música de verdade, digo, de ARTE MUSICAL! Sim, eu gritei!  




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