quarta-feira, 15 de março de 2017

Viagem - Santiago do Chile 4 - Parque de las Esculturas e Restaurante Como Agua Para Chocolate




Mais sobre Santiago do Chile, aqui:

Uma tarde, caminhando pelas ruas de Santiago, sem destino, acabamos descobrindo, o Parque de las Esculturas. É um espaço amplo e agradável. O dia estava nublado, a temperatura fresca. 



O parque foi criado por iniciativa de um grupo de artistas, por conta de uma das maiores enchentes ocorridas em Santiago, no ano de 1.982, pelo transbordamento do rio Mapocho. No local, havia um belo jardim, que foi completamente devastado pela enchente. Hoje, é um museu a céu aberto, com mais de 40 esculturas de artistas chilenos e de outros países. Algumas esculturas foram prestigiadas com prêmios internacionais. 


Estela monumental - Samuel Román

Nas duas fotos que seguem, o rio Mapocho



Oda al aire - Ignacio Bahna

Vuelo I - Lucía Waiser

Conjunto escultórico - Federico Assler

Uma foto panorâmica do parque. E o rio Mapocho do lado direto. 


Oda al río - Federico Assler
Yantra-Mandala - Aura Castro
Vigías del parque - Cecilia Campos

E uma escultura natural, que fiquei admirando, esta anciã magnífica, na foto que segue. 


Eu em pose de açucareiro, na foto que segue, admirando a grandiosa torre, que dizem ser o edifício mais alto da América Latina, a Gran Torre Santiago, com 62 andares, 300 metros. A torre é parte do Complexo Centro de Costanera, que inclui 2 hotéis, 2 torres dos escritórios e o shopping de 6 andares, que conheci e comentei em outra postagem. Eu estive no Chile em 2012, portanto, ainda estava inacabada, com o término previsto para 2013. 


Na volta, eu passei em frente de uma peluquería (cabeleireiro) e não resisti. Entrei, havia horário disponível e a simpática Rosa, lavou os meus cabelos, com direito a uma deliciosa massagem capilar. 


A lavagem do cabelo era em um local adequado, com direito a ficar com as pernas elevadas. Eu aproveitei o mimo e gostei! 

  

Depois de ter os cabelos escovados pelo Carlos, o cabeleireiro, fui encontrar com o marido neste café. Aqui provei um café bem a meu gosto! 


Muitos chilenos tem cabelos pretos, lisos e super brilhantes. Mas vi muitas mulheres loiras, que me pareceram naturais e eram muito bonitas. Creio que deve ser por conta da ascendência espanhola, no caso dos chilenos loiros e da ascendência indígena, pelo povo andino com seus cabelos naturalmente lisos e pretos.  

A moda é mais para o clássico. Observei muitas mulheres com tailleur e corte de cabelo que me lembrou muito o nosso antigo pigmalião, parecido com as imagens que seguem: a ruiva é a bela atriz brasileira Tônia Carrero, hoje com mais de 90 anos e a loira, a atriz norte-americana, Lindsay Wagner, a famosa mulher biônica, lembram? Embora, o pigmalião era um corte de cabelo com a franja bem mais repicada. 

Mas, vale lembrar que eu estive em Santiago em 2012 e hoje em dia, as mudanças ocorrem em uma velocidade bem acelerada, então... mas eram tailleur em cores claras e cabelos bem parecidos com os das atrizes. 


Aonde eu pude apreciar a moda em pormenor, especialmente das mulheres que trabalhavam nos escritórios, foi em um restaurante executivo. O menu destes restaurantes é ótimo e bem completo. O movimento era grande, porém dinâmico, pois o estilo executivo atende pessoas que preferem refeições mais rápidas.  

O atendimento foi sempre gentil e a sequência dos pratos, em um deles era: pão hallulla com patê e uma pequena porção de sopa, com legumes e verduras.


Em seguida, uma salada bem apetitosa, com folhas verdes e um ovo com gema cremosa, que estava delicioso.  


O prato principal foi lombo de porco grelhado, batatas e um molho delicado. A sobremesa, uma torta de baunilha com calda de chocolate. Estava tudo ótimo, o tempero bem suave. E as quantidades não eram exageradas.


Na nossa última noite em Santiago, fomos conhecer o Patio Bellavista. Um local que reúne restaurantes, cafés, pubs, cultura, arte, design, joalherias e certamente, uma ótima opção para uma noitada chilena. É bem interessante e bonito. Ocorre que esquecemos a máquina fotográfica no hotel e as fotos, com tantas luzes, não ficam de boa qualidade. A imagem que segue, pode dar uma ideia da complexidade do local e é daqui: patiobellavista.cl


Depois, decidimos jantar no restaurante temático Como Agua para Chocolate. Sim, ele tem o nome do mesmo filme mexicano. A cozinha é premiada e seus temperos passeiam pelas culturas criolla, chilena, peruana e mexicana. Dizem que os pratos possuem sabores mágicos a afrodisíacos! Ahaha. 



A decoração do restaurante, imita uma vila mexicana. É super bonito, diferente, uma experiência que eu recomendo, mas atenção, é um restaurante turístico! As mesas estão sempre ocupadas, dependendo do horário, portanto, sempre com muitas conversas, alegria, risadas. Fato que faz dele um caso de amor e ódio. Muitos que foram não gostaram, inclusive da decoração, que definiram com forte poluição visual. Mas, se a noite pedir algo diferente, super alegre, eu recomendo. Nós gostamos, aproveitamos a noite e o atendimento foi ótimo. É super frequentado por brasileiros, incluindo a música, das cantores: Maria Bethânia e Gal Costa.

A adega! 


Os garçons são bem jovens e o nosso, era espanhol. Deixou a Espanha para viver no Chile. 

A entrada foi uma explosão de sabores. Uma pastinha feita com coentro, estragão, pimentas, vinho branco, vinagre e outras coisitas. Acompanhou um delicioso pão fresco e caseiro. Todos estes sabores, foram harmonizados com o pisco sour, uma bebida do Peru e do Chile, feita com  limão, açúcar glaceado, aguardente de uva, angostura, clara de ovo, cubos de gelo.

Logo na entrada, eu já estava degustando tantos sabores variados, mas tão bem combinados. Estava realmente delicioso. Exotismo é uma palavra que define bem! 


A taça com a bebida mais clara é o pisco sour. 



Para o prato principal, a minha escolha foi o Congrio Almendrado: um delicioso peixe e o filé era alto e belo. Foi servido em um prato de cerâmica, bem quente, apoiado em uma base de madeira. O filé deitava sobre um delicioso creme de espinafre, coberto com crosta de queijo e amêndoas tostadas. Tudo gratinado no prato de cerâmica. Espetacular! 


O marido pediu Merluza a la Diabla, com uma apetitosa apresentação! O molho estava encorpado, feito com vinho tinto, mix de mariscos, vieiras e camarão. Acompanhava arroz de amêndoas tostadas. 


A sobremesa eu esqueci de fotografar e a culpa não foi do vinho! Foi do pisco sour! A pedida foi Crema de Los Dioses, feita com leite. Pedimos uma só, dividimos e já estava de bom tamanho. Achei um pouco exagerada no açúcar, portanto não foi do meu agrado. O café estava espetacular!

Ainda caminhamos mais um pouco pelo Patio Bellavista e aproveitei para conhecer as joalherias. Vi peças lindíssimas feitas com uma pedra que adoro, a lápis-lazúli. 

Depois pegamos um táxi e voltamos para o hotel, para logo dormir. As malas já estavam arrumadas, pois no dia seguinte, partiríamos para Mendoza, conhecida como a meca dos vinhos na Argentina. Produz com qualidade, azeites e cerejas. 

A viagem de avião de Santiago do Chile para Mendoza, na Argentina, tem o trajeto por cima da Cordilheira dos Andes e a vista é simplesmente deslumbrante! Qualquer dia eu posto!  Beijinhos, abracinhos, obrigado pela deliciosa amizade e comentários. 





sábado, 11 de março de 2017

Viagem - Santiago do Chile 3 - Cordilheira dos Andes e Restaurante Giratório




Mais sobre Santiago do Chile, aqui:

A caminho de Valle Nevado, para logo começar a subir a Cordilheira dos Andes. As duas fotos que seguem, tirei de dentro da van, ainda pelas ruas de Santiago.



Para entender melhor, organizei as fotos em tópicos:
Começamos a subir a cordilheira,
Chegamos a Valle Nevado (estação de esqui), 
O Condor-dos-andes (silêncio absoluto),
Os Santuários Incas (corpos enterrados e congelados com mais de 500 anos),
A caminho de El Colorado (El Parador centro de serviços e pista de esqui) e
O famoso Restaurante Giratório (jantar em Santiago).




Começamos a subir a cordilheira e logo avistei algumas belas casas, que pareciam compor um condomínio fechado. Um bonito panorama.


Manoel, o motorista, mostrou-se bem eficiente e não poderia ser diferente, pois são mais de 60 curvas até Valle Nevado, quase 3.000 de altitude. Todas as curvas são numeradas. Na 16ª paramos para fotografias e com direito a esticar as pernas.

A estrada é bastante estreita, com curvas fechadíssimas. Confesso que fiquei um pouquinho enjoada, tanto era o ziguezague. Uma viagem de aproximadamente uma hora e meia, cansativa, mas a vista compensa todo o desconforto



O solo é muito parecido com areia e com muitas pedras.


Eu aprecio muito mais as montanhas do que o mar. Então, podem imaginar o meu coração, quando me percebi no meio de uma sequência de montanhas. Muita emoção! 


A guia, Valéria, ofereceu para todos folhas secas de coca. Pediu que mascássemos, pois ajudaria a superar os efeitos causados pela altitude, tipo sangramento no nariz, enjoos, tonturas.   

O sabor? A folha de boldo é doce, comparada a folha de coca ahaha. Eu masquei, sem qualquer receio, pois sei que para chegar até Machu Picchu (cidade perdida dos Incas), no Peru, é costume mascar a folha seca da coca. Também, oferecem balas ou até mesmo o chá, no hotel, antes de começar a viagem. Sem problemas legais, nestes países. Todos mascaram e não deu 'barato' em ninguém ahaha. 

Sabe-se que a folha de coca já era mascada há mais de 8 mil anos e é considerada uma erva sagrada para o povo andino, amplamente utilizada para fins ritualísticos e medicinais. Era, também, usada como oráculo. 

Durante a vigem, eu fiquei um pouco enjoada e com tontura. Ao chegar em Vale Nevado, após dez minutos de caminhada, fiquei boazinha. E olhe que tenho um labirinto não muito acertado. Parece que a folha de coca resolveu bem. 


Parada na curva número 16, todos desceram. Uma vista espetacular. Algumas curvas, estacionar um veículo era mais difícil, pois como já mencionei, a estrada é bem estreita, com alguns pontos de precipício. Mas nada que torne a viagem perigosa.


Muitas flores miúdas e delicadas. Além da cor amarela, vi nas cores: abóbora e lilás.



O céu, ainda permanecia azul. Porém, observei que a medida que subíamos, a cor do céu se modificava, ficando mais cinza e a temperatura, esfriando cada vez mais. Levamos agasalhos e cachecol.



Voltamos para a van e continuamos a viagem para Valle Nevado, sem mais paradas.

Observem, na foto abaixo, como as curvas são fechadas e muitas vezes carros e vans encontram-se com caminhões, que sobem e descem com material de construção, combustível, suprimentos, para abastecer as aldeias na cordilheira. A estrada além de estreita, tem mão dupla.

O nosso motorista não andava assim tão devagar. Porém, a viagem foi segura e tranquila.


Muitos cactos e com flores, como este, na foto que segue. 


O mundo, também, é feito de loucos e gosto desta realização. Não faço, mas admiro! Subir a cordilheira de bicicleta, wow! 


Águas fluindo por entre as montanhas.


Vejam o caminhão lá embaixo. 


Yerba Loca é um santuário natural protegido, com árvores nativas, montanhas, pássaros, córregos. Mas não estava previsto no nosso passeio. Muito há para ser conhecer na Cordilheira dos Andes.



Na foto abaixo, percebe-se bem uma curva. 


Trânsito? Sim! Não identifiquei o que aconteceu, mas penso ser por conta da estrada ter mão dupla, mas sem divisão de pista. Nas curvas, para-se pra dar passagem ao outro sentido.


Abaixo, a visão de uma curva bem de perto. 



De repente, avistamos uma raposa. Ficamos encantados por vê-la no seu ambiente natural.



E seguimos, subindo a cordilheira.


Segundo a guia, alguns peregrinos usam esta rocha como abrigo, para descansar ou mesmo dormir. 


Chegamos a Valle Nevado, estação de esqui.


Com a temperatura bem fria, já estávamos agasalhados.


Hotel Puerta Del Sol. Fora da temporada de esqui, permanece fechado, era primavera. Para a próxima temporada, já estava todo reservado.


Nesta altitude, praticamente, não há vegetação.



Panorâmicas do complexo hoteleiro e serviços, visto pela parte de trás.


Nesta amplitude, se pode ver um pouco de azul no céu. 





Na foto que segue, podemos ver o local onde se esquia, com o teleférico que estava fechado.

No inverno tudo permanece coberto por neve, com uma camada de aproximadamente quatro metros. No entanto, na primavera, vê-se neve apenas nos picos das montanhas.



Penso ser um dos acessos do hotel para o restaurante.


Área externa do restaurante. 



Este é o salão interno do restaurante. Uma adega está ao fundo, em uma confortável sala de estar.


A lareira era bem grande e tinha que ser. 


Os nossos amigos deste passeio. Aqui combinamos o jantar, no restaurante Giratório, em Santiago.


Chocolate quente com creme foi a pedida e aqueceu bem.  


Em seguida, voltamos para a van e seguimos viagem pela cordilheira. E avistamos este conjunto residencial, com apartamentos disponíveis para aluguel. 


Chegamos em Los Farellones, uma aldeia com casas típicas de madeira e estação de esqui, muito procurada pelos principiantes no esporte. O local é um refúgio para as pessoas que querem passar finais de semana ou temporada. Muito charmoso e tranquilo. 


Fiquei encantada com a vegetação, especialmente com as árvores. 



A vista é espetacular e eu me senti, literalmente, no meio das montanhas. Aqui, eu ficaria alguns dias.


Almoçamos no restaurante Los Cóndores.


Menu do dia!


O bar, logo na entrada. 


O restaurante era bem rústico e uma salamandra tornava tudo bem aquecido e agradável.


E um velho piano observava tudo, do seu canto. 


A vista da parte externa do restaurante.


E fiquei imaginando no tempo de inverno, com a neve pousada nas árvores.


Pedimos pasta com vinho tinto.


O típico pão chileno Hallulla, lembram que eu falei dele na 1ª postagem? No restaurante do Mercado Central? Aqui estava divino, textura e sabor, com uma deliciosa manteiga.


Um pinot noir delicado e elegante! Um dos melhores vinhos que provei nesta viagem.
  

Salute! Observem que a garçonete, moradora da aldeia, estava sem agasalho. Acostumada com o frio!


A pasta: ravióli recheado com salmão defumado, delicado béchamel, tomates confitados e queijo parmesão.


Terminamos o almoço e ficamos na parte externa do hotel, esperando pela Valéria, a guia. Eu e a Milena, que é veterinária, brincávamos com o mascote do hotel.

  
E, antes de continuarmos a viagem pela cordilheira, uma foto com o grupo completo. Todos eram brasileiros, exceto um casal de iranianos, que moravam em Nova York. A convivência foi muito agradável, tranquila e com alegria.

Foto que ganhei da Milena Adami

Passeamos pela aldeia de Farellones e observei a arquitetura das casas, que achei diferente, interessante e bonita.


A foto foi tirada de dentro da van, portanto, a luz do flash atrapalha um pouco a visão. Havia um pouco de neblina, também. 



Eu estava tão feliz no meio desta cadeia de montanhas... mas algo nos fez descer da van e olhar para o céu.

O Condor-dos-andes! Condores, para falar a verdade, mas não eram muitos. Uma ave belíssima, exuberante e enoRRRme. O Condor-dos-Andes é poderoso, em todos os sentidos no que diz respeito a palavra soberania. As asas abertas, medem de ponta a ponta, mais de 3 metros. E pode pesar mais de 14 quilos. É uma espécie em extinção e fósseis já foram encontrados, com mais de 13 mil anos, incrivelmente, no Brasil.

Ver um condor ao vivo era um sonho que realizei. Adorei saber de toda a história e lenda desta ave tão sagrada para os povos andinos. Conta-se por lá, que o macho, na sua vida inteira, tem apenas uma única fêmea. Se ela morrer, ele fica viúvo, jamais terá outra fêmea. Já a fêmea, sendo a responsável pela continuidade da espécie, se ficar viúva, casa-se novamente. O ninho é feitos pela fêmea, nas alturas, e abriga quase sempre um único ovo. Caso a fêmea bote dois ovos, um dos filhotes irá derrubar o outro do ninho e a mãe nada fará.


Visitar a Cordilheira dos Andes, é de fato vivência única! O silêncio é algo mágico, nunca experienciei nada igual. E o que se pode ver e sentir? Não tenho palavras para expressar. É preciso estar nas alturas das montanhas, para compreender.

É um local amplo de histórias, lendas e supostas aparições extraterrestres. 

Na foto que segue, podem ver um condor voando bem longe, mais para o lado direito, próximo da montanha? Voava sozinho, quanto privilégio!

Perceba as montanhas, em cadeia, ao fundo da foto.


Ver o condor-dos-Andes voando é símbolo de liberdade para o povo andino.


Na imagem que segue, na parte superior, vejam três condores voando juntos. É uma família, segundo a guia de turismo.


Os Santuários Incas: ouvi algumas conversas. Este assunto é bem interessante, para quem gosta. Os santuários eram os locais sagrados para a realização de rituais e ficavam nas montanhas, nas alturas. Corpos enterrados com mais de 500 anos, foram encontrados intactos e são considerados tesouros, que podem ser visitados em um museu, da cidade de Salta, na Argentina.

Para quem aprecia o tema, dois links para pesquisa:

Os corpos encontrados eram de três crianças incas e estavam em perfeito estado de conservação. Acreditam que os corpos eram oferendas para rituais sagrados. Oferendas para nós, consideradas um total absurdo, mas para aquele povo (e outros), naquela época, era muito comum.

Outra versão, que ouvi por lá (histórias do povo são as melhores, não?), é que pelo fato dos incas serem um povo muito avançado no que diz respeito a medicina, eles costumavam congelar os corpos vivos, enterrando nas mais altas e gélidas montanhas, para depois iniciar o tratamento medicinal e, no caso destas crianças que foram encontradas intactas, os corpos podem ter sido perdidos, talvez por condições climáticas devastadoras, como  por exemplo, uma avalanche. Contam ainda, que os corpos foram removidos com a máxima rapidez, pelos arqueólogos, para um local com climatização adequada a fim de mantê-los congelados, para estudo, antes de permanecerem no museu em Salta. E quando os corpos chegaram ao local de estudo, um dos deles, já estava a escorrer sangue, por uma das orelhas. Logo, perceberam que internamente, os corpos poderiam estar em perfeitas condições.

Uma foto para descontrair, a que segue. Eis um dos motivos dos terremotos no Chile ahaha. O Chile é considerado um dos países mais sísmicos do mundo, sabiam? Com mais de 500 vulcões ativos.


A caminho de El Colorado, outra estação de esqui. E continuo a observar as construções, a arquitetura e vegetação. Fotos de dentro da van e com neblina.


El Colorado atualmente deve ser um local muito bem estruturado, pois quando estive, em 2012, o mercado de construção civil estava em larga expansão.


Percebe-se bem a estrada de El Colorado, que estávamos a subir, com destino a El Parador: centro de serviços que oferece aluguel de equipamentos, café, restaurante e pista de esqui. Veja na foto que segue.


Chegamos em El Parador, o centro de serviços para esqui de El Colorado.



O mesmo local da foto acima, com neve, pode ser visto na foto abaixo. O inverno é uma estação com beleza própria, eu adoro! E sem neblina, vê-se bem as montanhas.

Na parte interna de El Parador, o teleférico e pista de esqui.



Apreciamos um pouco mais da paisagem, logo voltamos para a van e começamos a descer a cordilheira, com destino a Santiago. 


El Colorado é um refúgio dos mais belos.


Foi um dia mágico, com muitas descobertas, muitos sentires! Eu não fiquei cansada, pelo contrário, fiquei renovada.

Já no hotel, em Santiago, tínhamos um tempo para relaxar antes do jantar, com nossos amigos, no Giratório.

O famoso Restaurante Giratório fica no 16º andar de um edifício, vejam na foto que segue. Enquanto o piso do restaurante gira, pode-se comer, beber, conversar e apreciar a vista da cidade de Santiago. Uma visão espetacular! 


O gira-gira é assim: o edifício é quadrado, como na foto acima, mas o piso do 16º andar, é redondo e gira, bem devagar. Há um vão entre o piso redondo e as paredes de vidro do edifício. Um guarda corpo faz a segurança.

Na foto abaixo, percebe-se bem: a parte cinza do piso gira e ficam as mesas. A parte de madeira do piso não gira, é onde fica a base de trabalho dos garçons e os elevadores. Será que expliquei bem?

Foto by Milena Adami

Quase nem se percebe, das mesas, o gira-gira. A volta toda leva, aproximadamente, uma hora. Foi divertido.


O meu prato foi peixe, mas não lembro os detalhes e nem fotografei. O dia foi longo e cheio de novidades, o vinho estava excelente e a conversa, muito divertida.

Todas as mesas estavam ocupadas e os garçons corriam para atender. O resultado foi boa comida e bebida, mas um atendimento médio.

Fomos a pé para o restaurante e voltamos a pé. Era perto do hotel. Como disse, o bairro da Providencia é uma excelente opção de hospedagem em Santiago.

Até a próxima e última postagem, desta saga. Postarei sobre um parque com esculturas e a nossa experiência no famoso restaurante Como Água para Chocolate, amado por uns, odiado por outros.




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