terça-feira, 16 de agosto de 2016

Passeio - Ilha Bela



Laura, editora do 'http://asimegustaelmundo.blogspot.com.br/' fez aniversário no dia 30 de julho! Laura, a bordo de sua vespa, faz fatos magníficas, postando em seu blog, para nosso deleite. Deixo aqui um carinho para a querida amiga, por mais esta primavera cumprida e pelas maravilhas que desfrutamos em seu blog:  



Por um tempo, eu e o maridex, elegemos a Ilha Bela como o nosso paraíso praiano, para as férias. Frequentamos durante alguns anos, geralmente em janeiro, mesmo com todos os borrachudos (primos do pernilongo, mas muito mais chatos) que por lá habitam. Hoje em dia, não gostamos mais de eleger ou fixar locais, para as férias. Gostamos de conhecer novos locais, gostamos de inovar, gostamos de liberdade e novidade.   

A Ilha Bela tem uma das paisagens montanhosas mais belas do Brasil.  É um município-arquipélago localizado no litoral norte do estado de São Paulo e foi descoberto em janeiro de 1502, por Américo Vespúcio (famoso navegador e explorador de oceanos, nascido na Itália). 

Anualmente, a Ilha é visitada por turistas, nacionais e internacionais, que chegam por balsa ou por alguma embarcação, geralmente por navios de cruzeiros. Foi eleita como local perfeito para prática de esportes náuticos a vela, pelos ventos que por lá refrescam os dias quentes de verão. Estes ventos, foram os melhores e mais fiéis amigos, que fiz na Ilha Bela, pois no verão, a temperatura é muito quente. 

Por lá, contam-se muitas histórias sobre piratas, tesouros e navios afundados. Na maravilhosa praia de Castelhanos (que já foi refúgio de piratas), há um navio pirata, que parte da nau apareceu nas areias, devido a fortes chuvas. Dizem que a população já sabia da existência deste navio, mas não fizeram alarde, para não despertar a atenção de curiosos, que querem escavar o local, para encontrar preciosidades.

Em uma das primeiras vezes que estive em Castelhanos, consegui ver parte do tal navio pirata. Os caiçaras, disseram que a embarcação tem mais de dois séculos. Em outra oportunidade, voltei a Castelhanos, mas a nau estava novamente soterrada, pela ação da maré. Nunca consegui fotografar, uma pena.

São mais de 100 naufrágios ocorridos pelo mar da Ilha, desde 1700. O mais famoso e trágico, foi com o navio espanhol Príncipe de Astúrias, vindo de Barcelona/Espanha, rumo a Buenos Aires/Argentina, com mais de 500 passageiros. Os marinheiros diziam que um campo magnético alterava os instrumentos de navegação.

Wikipédia

"Em 6 de março de 1916, o navio se dirigia ao porto de Santos, fazendo sua sexta viagem à América do Sul. Levava oficialmente 588 pessoas entre passageiros e tripulantes, embora houvesse a informação de que cerca de 800 imigrantes viajavam clandestinamente nos porões, fugindo da I Guerra Mundial. Entre as cargas importantes, o navio levava 12 estátuas de bronze (que fariam parte do monumento La Carta Magna y las Cuatro Regiones Argentinas, em Buenos Aires) e uma suposta quantia de 40.000 libras em ouro. Chovia forte e a visibilidade era baixíssima, quando, por volta das 4h20 da madrugada, o comandante, José Lotina, viu um raio, que indicou o quão próximo o navio estava da terra. Ele ordenou toda a força a ré e que o leme fosse desviado completamente para boreste (direita), mas era tarde demais. O navio bate violentamente nos rochedos na Ponta do Boi na Ilhabela, no litoral de São Paulo e afunda em cerca de 10 minutos. Em um dos piores naufrágios da história do Brasil, oficialmente 445 pessoas morrem e apenas 143 sobrevivem. Wikipédia.

Afundou em cerca de 10 minutos? Madonna mia!

Vejam este mapa de Ilha Bela, mostrando os naufrágios. Na parte inferior direita, aparece o Príncipe das Astúrias, naufragado em 1916:


Na Praia do Bonete, sem luz elétrica, nem telefone ou internet, há uma colônia isolada de pescadores, e muitos são loiros, de olhos azuis. Quando eu perguntei o motivo, disseram-me que, por conta de uma embarcação holandesa ter afundado próximo da vila, alguns tripulantes conseguiram nadar até a praia e por lá ficaram, deixando descendentes. O acesso a praia do Bonete só pode ser feito por lancha ou, por aproximadamente 6 horas, de trilha.  

Ao chegarmos na Ilha, gostamos de fazer um passeio de escuna, para apreciar algumas praias, montanhas e vegetação. Dessa vez, as praias escolhidas, foram a da Fome e do Jabaquara. 










Em uma das praias, fotografei a escuna que passeamos pela costa da Ilha. Do céu, já começava um chuvisco.  




Na volta, o tempo mudou drasticamente, com uma forte garoa e céu bem nublado. Um cruzeiro deixava a ilha: 


Passeio de escuna terminado: 


A rusticidade, na pousada que ficamos, em meio a natureza:


Do nosso chalé, a vista: 


A sala do Café da Manhã, combinou na construção, pedra, madeira, vidro e tijolos, em plena harmonia: 


Eu, na sala do Café da Manhã, achando que estava acordada ahaha... jamais esqueci as geleias que provei nestes dias, feitas pela proprietária da pousada, uma simpática senhora alemã, Karen. 


Depois do café da manhã, voltávamos para o chalé e na varanda, eu e o maridex, conversávamos para decidir qual seria o passeio do dia. Muitas vezes, optávamos pelo modo 'sem rumo, com surpresas'.


Na Praia Grande de Ilha Bela, apreciando o espetáculo da chuva que acontecia no continente: 


Na Cachoeira dos Três Tombos:  



Na praia do Julião:


Na Praia do Pinto: 


No Centro Histórico da Ilha:


E passeando por lá, o pirata e capitão Jack Sparrow, fez questão de tirar uma foto comigo ahaha...


Gostávamos de terminar os dias, no deck do 'Nova Iorqui', local de nossa preferência na Ilha, para degustar todas as delícias do mar, cerveja geladíssima e, sem poder faltar, uma caprichada caipirinha. 



Vista parcial do deck, mas sem possibilidade de ver o mar, que aqui é aberto, sem praia, pois estava, como disse, um tempo mais para nublado. 


Em outro dia, voltamos ao continente, rumo a Ubatuba, quando estive com a madrinha do Fare la Scarpetta, a Astrid Annabelle.

O maridex aproveitou para comprar algumas plantas tropicais, ele adora jardinagem. 


Eu e a Astrid, em Ubatuba, um momento muito especial, dobrado de carinho e amor:






segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Passeio - Templo Zu Lai




Antes de começar a falar sobre o passeio, quero deixar um presente para a minha querida amiga Rosélia Bezerra, editora de blogs maravilhosos, todos canais de evangelização. A Rosélia fez aniversário no dia 26 de julho, então, deixo aqui, o meu presente virtual, que mesmo atrasado, é amplo de Amor

Rosélia, para você, com todo o mimo mais azuladinho das hortênsias. 



Em Cotia, a 35 km de distância da cidade de São Paulo, está localizado o Zu Lai, um templo de budismo chinês.

Estive por lá algumas poucas vezes e, em uma delas, cheguei por voltas das 13 horas e acabei almoçando no restaurante vegetariano, mantido pelo próprio templo, com preço único bem acessível. O buffet de comidas é livre e bem diferente do que eu estou acostumada, nos restaurantes vegetarianos que frequento, pois há uma expressiva porção de frituras, bem como, molhos super apimentados. Esqueci-me completamente desta característica da culinária chinesa, quanto ao uso de pimentas fortes, e temperei a comidinha, tão bonitinha no meu prato, com um molho de ótimo aspecto. Resultado? Precisei pedir para trocar de prato, pois não conseguia comer, por nada deste mundo, de tanta ardência na boca, sem falar das lágrimas. Quase liguei para os bombeiros, para apagarem as chamas que saíam da minha boca. Eu e o dragão éramos uma irmandade, a do fogo ardido, que nunca tinha fim!

Mas essa não foi a experiência mais desconfortável neste dia, no restaurante vegetariano do templo. Acontece que ao pedir para trocar de prato, expliquei o ocorrido, dizendo que não conseguia comer, por conta do sabor forte da pimenta e levei uma bronca em chinês, entendida pela expressão no rosto e tom de voz da atendente, com aquela 'cara de pitbull', uma verdadeira simpatia! Tentei explicar que não era culpa minha, pois não havia nenhuma indicação de que o molho era fortemente apimentado, mas fiquei falando sozinha, pois não existiu a menor possibilidade de diálogo, nada se entendia, uma falando português e a outra, chinês. 

Bem, quem me conhece, já sabe, abri um largo sorriso, saí com modos delicados da presença da atendente e voltei ao buffet para compor um novo prato, passando longe dos molhos ahahaha. Sentei-me e fiquei observando a atmosfera do local, provando sabores inusitados, terminando com um chá de jasmim, na tentativa de acalmar e perfumar, o resto de sabor dragonês, ainda existente na minha boca. 

Chegar ao templo é muito fácil, fomos pela rodovia Raposo Tavares, até o km 28,5, com muitas placas indicativas, não há como perder-se. Estacionamos o carro nas dependências do templo, com tranquilidade e segurança.

Era verão, aqueles dias chuvosos de janeiro... 


Há um elevador para acessar os dois pisos. Uma das vezes que estive no templo, o passeio foi oferecido para a minha mãe, que adorava conhecer locais diferentes. Nequela vez, usamos o elevador e como o passeio requer uma boa caminhada, foi oferecida uma cadeira de rodas, pelo segurança, logo aceitamos e assim, minha mãe conheceu o templo por completo, sem nenhum esforço, para a idade de quase oitenta anos. Mas a cabeça era de vinte anos, sempre aberta a novos vôos! 



Uma panorâmica produzida pelo maridex. Neste páteo, acontecem práticas de Tai Chi Chuan, entre outras.



Ao subir as escadas, chega-se ao interior do templo.


Fiquei observando o movimento das monjas, as expressões, os olhares. O que me chamou a atenção, foi que nunca sorriam, o rosto sempre fechado. Será que é cultural? Pode ser, mas já tive clientes chineses, quando trabalhei no mercado imobiliário, eram tão alegres, muito mais que japoneses, por exemplo. Também não acredito que o caminho para ser um monge requeira sorrir pouco, no sentido de manter um ar sério. Na verdade, acho que este caminho, esta escolha, propicia a expressão da alegria na vida, no sentido da leveza. 


No andar superior, a vista é muito bela, mesmo com um dia um tanto cinzento.


Ao fundo, pode-se avistar alguns condomínios de casas.


No andar térreo, fomos caminhar pelos jardins. Eu estava imitando a imagem, na tentativa de fazer uma mudrá (linguagem através de gestos, ligada a estados de consciência). E, antes que eu terminasse a mudrá, a foto já estava batida. 


Já vi pinturas de Jesus, com as mãos e dedos formando mudrás.

Fonte da imagem, clique: 'yogabook'

Os jardins são belos e bem cuidados.



Seguindo por um caminho, há um lago com muitas tartarugas, animais silvestres. A vegetação é belíssima, com muitas hortênsias


O silêncio impera, é um mundo desacelerado e tranquilo.  



O passeio no Zu Lai termina aqui. Entretanto, as minhas caminhadas diárias continuam e deixo algumas fotos, de uma tarde, em que conheci Branca de Neve, sempre tão bondosa e meiga, cuidando dos Sete Anões, enquanto faziam uma 'pennichella pomeridiana' (cochilo da tarde), após um almoço, onde degustaram torta irlandesa de carne, acompanhada da deliciosa cerveja Guinness. 




Pennichella deliciosa, não?  E a Branca de Neve sempre atenta, deve então, ter almoçado uma bela sopa de legumes, com uma maça de sobremesa, para uma digestão bem facilitada ahaha...

Na volta da minha caminhada, passei pelo mesmo local e os anõezinhos já estavam acordados, com a caixa de ferramenta em mãos, prontos para cortarem mais lenha, para acender a lareira a noite, que prometia uma frio com vento bem gelado. 

Beijocas a todos! 





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