Era 1º de dezembro, por volta das 16 horas, estávamos pisando em solo chileno, na cidade de Santiago. O ano era 2012. E foi uma viagem das que mais gostamos. Portanto, decidi registrar publicando as fotos. Na verdade, a intenção é ter um álbum de fotografias, compartilhado. Acho que dividirei as fotos em quatro postagens. Alguns passeios, como a visita com degustação na Viña Concha y Toro, uma vinícola grande e muito famosa e a subida a uma estação de esqui na Cordilheira dos Andes, renderam muitas fotos, fato que me fez pensar melhor e organizar as fotos por temas, dividindo assim as postagens.
Mais sobre Santiago do Chile, aqui:
Viagem - Santiago do Chile 2 - Viña Concha y Toro
Viagem - Santiago do Chile 3 - Cordilheira dos Andes e Restaurante Giratório
Viagem - Santiago do Chile 4 - Parque de las Esculturas e Restaurante Como Agua Para Chocolate
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Muito bem, o Chile é um país belíssimo e pretendo voltar, especialmente para conhecer a região dos lagos. Santiago é a capital, uma cidade muito charmosa, bem arborizada, ótimo comércio, com gastronomia excelente e vinhos elegantes. Outra coisa que apreciei no Chile, foi a educação do povo. Andamos muito pelas ruas, parques, comércios e foi uma experiência onde sempre sorrisos e gentilezas eram ofertados, incluindo delicadezas. Por duas vezes nos perdemos, uma vez pelas ruas e outra no Metrô e os chilenos que estavam por perto, sem esperar o nosso pedido, ofereceram ajuda, com explicações gentis. E preocupados, ainda olhavam para ver se estávamos indo pelo caminho certo, acenavam e sorriam. Realmente, um povo muito gentil, gente que presta atenção e olha nos olhos. Eram pessoas absolutamente normais, trabalhadores, de diversas idades.
Voamos pela LAN Airlines, gostamos! Até o 'Néctar de Manzana' (suco de maçã) servido pela aeromoça, era personalizado: Gloria ahaha... quanta gentiliza, não? Assisti dois filmes durante a viagem, que levou aproximadamente 4:30 minutos, de São Paulo a Santiago.
Na foto que segue, estou no transporte para o hotel, onde após o check-in, a proposta seria um passeio pelas ruas e jantar. Sempre que viajamos, levamos um planejamento dos passeios pretendidos, obtidos por pesquisa na internet. Mas nem sempre somos fiéis a este planejamento, pois gostamos de avaliar o momento, podendo mudar tudo. Apreciamos caminhar sem rumo, sem destino.
Ficamos hospedados na Providencia, um bairro bem arborizado. O hotel era bem localizado, com duas estações de Metrô muito próximas, distância de dois quarteirões.

Como estávamos com fome (no Chile, até as 21:00 ainda é dia, era final da primavera), fomos caminhar e encontramos um restaurante alemão, gostamos e logo entramos. Jantamos kassler (lombo suíno salgado e levemente defumado), papas fritas (batatas fritas) e chucrute. O chopp foi a pedida, para combinar com o jantar e eu fui de chopp escuro, que adoro!
Chama-se El Kika Ilmenau, bar e restaurante alemão, bem perto do hotel.
Terminamos o jantar e fomos caminhar pelo bairro da Providencia.
As ruas são charmosas, muitas árvores e jardins. Os edifícios de apartamentos residenciais não são muito altos e construídos em terremos grandes, com bom recuo. Não é sufocante, sente-se leveza e respira-se bem.
E fiquei encantada com a vegetação, nos jardins das calçadas.
E vi flores diferentes.
Continuamos a caminhada, aproveitando um delicioso sorvete.
Quando anoiteceu, decidimos parar em um bar, com mesas na calçada, para descansar e tomar uma bebida gelada. Um cão ficou nosso amigo, ele está com o focinho na coxa do meu marido, conforme a foto que segue. O cãozinho era querido e conhecido por todos.
Conversamos com alguns jovens que estavam no bar e ficamos sabendo que no Chile, os cães tem o costume de, durante o dia, saírem das casas em que vivem, para passear pelas ruas. A noite, voltam para casa. A população, muito bem acostumada, convive tranquilamente com os cães, livres pelas ruas.
Acho incrível saber como é a vida, no dia-a-dia, nas viagens que faço. As diferenças, sabe? Por exemplo, aqui onde moro, se um cão estiver solto na rua, imediatamente faz-se contato com a administração, para que o proprietário do animal, tome as providências.
Na manhã seguinte, acordamos bem cedo e fomos ao Mercado Central, localizado no centro de Santiago. Partimos pela Estação de Metrô Los Leones.
Era domingo, tudo estava muito tranquilo, excelente para caminharmos pelas ruas do centro de Santiago e depois almoçar no Mercado Central.
Olhem para o cãozinho, tão mansinho e livre pelas ruas, na entrada da estação do Metrô.
Já na estação final, este rapaz nos ajudou a escolher a melhor rota para o Mercado Central. Tão simpático, bem humorado e amável. Claro que eu registrei tanta alegria.
E na camiseta dele estava escrito: I'm Awesome, ahaha 'incrivelmente' simpático.
Passeando por uma das ruas do centro de Santiago. Como disse, era domingo, muita tranquilidade.
Eu estou atravessando a rua e não há um desnível para o pedestre, mas sim para os carros, que estão parados no farol.
Chegamos a esta praça, onde havia uma exposição de quadros. A praça está localizada atrás do Mercado Central.
Agora, no Mercado Central. Foi inaugurado em 1872 e é um excelente local para a compra de peixes e frutos do mar. Tudo é pescado no Oceano Pacífico, com águas bem mais geladas que o Oceano Atlântico.
A nossa meta era almoçar uma Centolla ou King Crab, um caranguejo gigante que habita as profundezas das águas frias do Pacífico. A pesca é bem difícil, feita pro mergulhadores treinados. Por lá, conversando com os vendedores e donos dos restaurantes, disseram-nos que pelo fato das águas do Pacífico serem muito frias, os mariscos, caranguejos, camarões, vieiras, lapas, etc, adquirem um sabor incrível e diferenciado.
A minha experiência atestou um sabor mais delicado nos frutos do mar do Pacífico. Agradou-me muito! Falarei mais sobre os sabores...
Parte da fachada externa do Mercado Central.
O Mercado internamente. É um local rústico e simples.
O Mercado Central oferece com excelente qualidade e variedade o que vem do mar. O que vem da terra é pouquíssimo. Portanto, comer bem no Chile, significa ter no prato o que vem do mar. Carne, deixe para comer na Argentina ou Uruguai, que sem sombra de dúvida, é a própria felicidade!
A moeda corrente é o peso chileno, claro.
Fizemos amigos nesta viagem. Eles foram conhecer uma famosa cidade do litoral chileno, Valparaíso. Alguns entraram no mar e confirmaram que a água do pacífico é mais fria. Uma amiga contentou-se em molhar apenas os pés.
Então, chegada a hora do almoço. Tínhamos que almoçar cedo, pois às 14 horas, partiríamos para a visita com degustação, na Viña Concha y Toro. E como a experiência gastronômica do almoço, seria a degustação de uma centolla (caranguejo gigante do Pacífico), não poderia ser as pressas. E foi tranquilo, porque marcamos com o motorista do transporte que nos levou até a vinícola, no próprio Mercado Central.
Escolhemos o Donde Augusto Marisquería. O restaurante é famoso, mas rústico, como já comentei acima. Está localizado dentro do Mercado Central. Foi um almoço bem diferente e interessante!
Do lado direito da foto, observe a vitrine com os peixes e frutos do mar.
A famosa Centolla ou King Crab é oferecida em três tamanhos: pequeno, médio e grande. O tamanho pequeno (chico) dá perfeitamente para duas pessoas e foi a nossa escolha. O tamanho é item importante, pois é uma iguaria cara e um dos motivos é a pesca ser nas profundezas do oceano, portanto nada fácil. Mas vale a cada centavo pago.
Esta não foi a nossa centolla, estava para demonstração, na vitrine.
Ainda não tínhamos feito o nosso pedido. Desfrutávamos, sem pressa, do estágio do namoro ahaha.
Este é o congrio, um peixe que gosto muito. Foi o meu prato no jantar em outro restaurante, nesta viagem. Falarei em outra postagem.
Encerrado o estágio do namoro com a vitrine, escolhemos uma mesa, sentamos e começamos os trabalhos do almoço. Eu, examinando cada detalhe da Marisquería Donde Augusto e o marido registrando a minha pose com o dedinho.
Para a entrada, pedimos duas empanadas: uma recheada com mix de mariscos (a melhor) e outra com vieiras. Dividimos ao meio, e cada um de nós provou dois sabores.
O recheio era bom, mas a massa não era. Um pouco pesada, diferente das empanadas que já degustei na Argentina, com massa bem fina, leve e semi-folhada. Um luxo argentino que não se pode perder!
Acompanhou manteiga e pão tradicional do Chile, o Hallulla. Também não estava bom, bem pesado e seco. E posso confirmar esta minha opinião, pois provei este mesmo pão nas alturas, na Cordilheira do Andes e foi um espetáculo, massa leve, inclusive com um sabor incomparável.
O pão Hallulla tem este formato redondo, decorado com pequenos furos e está presente em todas as mesas de refeições e cafés da manhã, no Chile.
O marido foi de chopp, mas eu de vinho, ainda mais no Chile. ¡Mira!
Com aromas frutados, pedi meia garrafa, já que a tarde, estava preenchida com degustações na vinícola.
E a centolla finalmente chegou. É linda, não acham? E além do mais, é o meu signo solar.
Pedimos a pequena e quase não cabia no prato.
A esta altura, já tinha fila para o almoço. Ainda bem que chegamos por volta das 12 horas. As nossas vizinhas de mesa, uma estava com blusa branca e preta, eram peruanas e estavam no Chile a trabalho, temporariamente. Simpáticas, gostavam da boa conversa, assim como eu. Até brindamos.
O garçom esperou as fotos e depois começou a destrinchar a centolla na nossa frente. É um show a parte, o restaurante parou para ver. Muitos gostam de filmar, mas nós queríamos observar tudo em detalhes, então, ficamos só nas fotos.
Depois, o garçom arrumou no prato a centolla chico, pronta para a degustação.
A carne é tão branquinha, linda, um sabor adocicado e bem suave. Mais suave que os nossos caranguejos, aqueles que já degustei na Ilha Bela, que também são deliciosos.
A textura é macia, com pouca gordura, realmente bem saudável.
Um babador é oferecido para as fotos ahaha.
Preparando o meu prato.
Os acompanhamentos foram batatas fritas e brócolis cozidos no vapor, além de um molho em temperatura morna, feito com azeite e alho cru picado. Também, algumas fatias de limão.
Mas eu, gostei da centolla só com limão e sal. A carne é muito saborosa, dispensa temperos. E pouco sal, pois a água do mar, salgada, dá de presente peixes e frutos do mar delicadamente temperados.
Finalizamos com um café. Mas não estava bom! Ahaha...
Sempre no final das refeições, pedíamos café e serviam desta maneira: um bule com água quente, nescafé ou café solúvel, açúcar ou adoçante. Então, você tem que temperar o seu café, no momento. E quando traziam pronto, era praticamente servido em uma xícara um pouco menor que a xícara de chá, com muito café e bem aguado. Foi a única tristeza sentida no Chile ahahaha...
Em um outro restaurante, uma garçonete, chamava-se Patrízia, ficou olhando como eu preparava o café e levantou as sobrancelhas ao ver as quantidades de água e de nescafé, que eu colocava na xícara. Pouca água e muito nescafé, que eu não gosto, mas mesmo assim sinto falta de um café após as refeições. Ela, a Patrízia, achou muito forte! Claro, eu gosto de café 'espresso', curto e sem açúcar! Sorrimos as duas.
Esta é uma das riquezas em uma viagem, conhecer as diferenças, sem a necessidade de comparação, mas sobretudo, com diversão e bom humor. E aprender, com as novas experiências.
Terminamos o almoço e ainda tínhamos uns poucos minutos para caminhar pela vizinhança do Mercado Central, antes de partirmos para a Viña Concha y Toro, a próxima postagem... beijinhos!













































