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quarta-feira, 11 de julho de 2018

Meu Aniversário - 2018




Doze de julho,  completo 55 anos! 


O meu aniversário é sempre um carinho e fico saudosista, porque me faz lembrar dos meus pais. Lembro de detalhes da época em que vivia com eles, infância e mocidade:

*do quintal da nossa casa e do jardim de rosas de várias cores, que meu pai plantava para minha mãe; 

*de quando a minha mãe lavava o quintal e os patinhos (filhotes) que eu havia ganhado do meu pai, saiam nadando pelo corredor, visivelmente felizes;

*dos alegres e demorados almoços de domingo, todos ajudavam na preparação, com muita conversa e risadas, eu diria gargalhadas; 

*da merenda das tardes, minha mãe fazia cappuccino e além de um pouquinho de canela, ralava uma pitada de noz-moscada e todos pediam a receita; 

*das manhãs que eu deitava na cama dos meus pais, para ficar abraçada com a minha mãe, assim que meu pai saía para o trabalho; 

*das idas na padaria para comprar o bom e velho 'filão de pão' e a minha mãe ficava me esperando para atravessar a rua; 

*da torcida na copa de 1970, com toda a família reunida em casa e a farra para comemorar a vitória do Brasil; 

*dos presentes que eu ganhava da empresa que meu pai trabalhava, General Motors, e a festa que era organizada para as crianças com Papai Noel, guaraná, algodão doce e pipoca; 

*dos meus pais orgulhosos na época de festas juninas, assistindo a quadrilha que eu dançava juntamente com os alunos do 'pré-primário e depois no primário', nos anos de 1970 a 1974; 

*do meu pai me levando na farmácia para tomar injeção contra a gripe e a minha cara vermelha de febre e com muito medo.




São tantas lembranças e tantos anos que se passaram, porém, inesquecíveis e deliciosos de recordar. 

Aniversários pedem doces, bolo para comemorar. Neste ano, deixo como sugestão para os que moram em São Paulo ou não, para conhecerem a Comedoria Gonzales, no Mercado de Pinheiros, com delícias da cozinha andina - Peru e Bolívia, por um cozinheiro boliviano, Checho Gonzales. A experiência é incrível, sabores que explodem na boca, incluindo as bebidas, como por exemplo, as cervejas que são ótimas e uma água tônica com pepino, suave e refrescante. As comidinhas são incríveis e com alguns sabores inusitados. Recomento o mexilhão - para mim foi uma poesia, a batata rústica, o choripan, o galeto, os ceviches. O cardápio é enxuto, o que eu citei não é tudo, mas de qualidade e os preços são ótimos!

A sobremesa - foto abaixo, é o famoso 'tres leches' da Comedoria Gonzales: pão de ló em leite aromatizado com canela, servido com doce de leite. Apreciei muito! 

E um café para acompanhar. 




E para aqueles que tiverem um tempo sobrando e quiserem ouvir uma canção chamada Puerto Pollensa, com as cantoras argentinas Marilina Ross e Sandra Mihanovich, apreciem o vídeo que segue. A interpretação me encanta, assim como a letra e melodia. 




Letra 

Me nació este amor, sin que me diera cuenta yo.. 
tal vez el miedo no dejó que apareciera 
Y creció este amor alimentándose en el sol 
de los amaneceres de Puerto Pollensa. 

Y no me animé a decirte nada 
pánico porque me rechazaras. 
Como una semilla que no puede ver la luz 
hundió sus raíces mucho mas profundo aun 
y te miraba y te esperaba.. 

Y tu mirada se clavó en mis ojos 
y mi sonrisa se instaló en mi cara 
y se esfumó la habitación, la gente, 
y el miedo se escapo por la ventana. 

Y amándonos en una carretera 
nos sorprendió la luz del nuevo dia 
como a dos jóvenes adolescentes 
tu mano húmeda sobre la mía 

Te nació este amor... 
sin que me diera cuenta yo 
Tampoco el miedo permitió 
que apareciera 
Y te creció este amor 
alimentándose en el sol 
de los amaneceres de Puerto Pollensa 

Y no te animaste a decir nada 
pánico por que te rechazara 
Como una semilla que no puede ver la luz 
hundió sus raices mucho más profundo aún 
Y me mirabas... Y me esperabas... 

Y tu mirada se clavó en mis ojos 
y mi sonrisa se instaló en mi cara 
y se esfumó la habitación, la gente, 
y el miedo se escapo por la ventana. 

Y amándonos en una carretera 
nos sorprendió la luz del nuevo dia 
como a dos jóvenes adolescentes 
tu mano húmeda sobre la mía 

Y nuestros cuerpos festejaron juntos 
ese deseado y esperado encuentro 
y un sol muy rojo te guiñaba un ojo 
mientras se disfrazaba de aguacero 

Y sin dormir nos fuimos a la playa 
y nos amamos descaradamente 
alucinando al gordito de gafas 
que fue corriendo a cambiarse los lentes.


Deixo beijinhos e abraços!


Foto créditos: wordsofphysic 




sábado, 28 de abril de 2018

Enxerto Ósseo - Cinco Anos do Fare la Scarpetta - Ceia de Natal




As novidades são dois enxertos ósseos dentários que fiz neste mês de abril. O primeiro foi bem tranquilo, praticamente nada de inchaço, mas o segundo ficou mais inchadinho. Estou em recuperação, com pós-operatório correndo bem e em estreito relacionamento com antibióticos e anti-inflamatórios. Sopinhas nos três primeiros dias, sucos e purês. Sorvete pode! Nada de dor, nem durante a cirurgia, que durou cerca de duas horas e nem no pós-operatório. Só dói a picada da anestesia, que não tem jeito mesmo, mas logo passa, porque tudo fica rapidamente anestesiado. 

Fiz minha inscrição para a realização dos procedimentos na USP-Universidade de São Paulo. Em quatro meses, meu telefone tocou e recebi o chamado para começar o tratamento. Fui avaliada, fiz tomografia, moldes e duas dentistas formadas por volta de 15 anos, agora alunas do curso de implantodontia da USP, fizeram as duas cirurgias. São mulheres bravíssimas! Dras Renata e Lina! Aplicadíssimas! Dois doutores professores atentos, ministraram as aulas, para as duas cirurgias, em dias diferentes. Foi uma experiência interessante, envolvente e inesquecível, onde eu era a parte prática da aula e apreciei as virtudes da competência, elegância e bom humor! Dr Patrick, mestre dos mestres. Todos jovens, exceto um dos professores, o chefão! E o chefão comandava com maestria e tanto movimento, uma grande turma, em salas separadas e organizadas. E mais satisfeita eu fiquei com os custos, muito mais baratos do que os orçamentos feitos.  

Quando me apresentei para a cirurgia, após colocar uma touca nos cabelos, uma enfermeira retirou quatro tubos de ensaio do meu sangue. Uma máquina separa o meu sangue do plasma e, este mesmo plasma, é misturado manualmente com osso bovino em pó e, então, se faz o enxerto ósseo, prontinho para ser usado no procedimento cirúrgico.  

Então, só posso me sentir muito grata!


Outra novidade, é que no dia 18 de março passado, o Fare la Scarpetta fez 5 anos de existência nessa blogosfera. Salve, salve à madrinha do Fare la Scarpetta, a  Astrid Annabelle, pelo incentivo que me deu naqueles dias, ao iniciar o blog. Estou feliz, pelos amigos que conheci, que gosto, que aprecio os seus escritos, contos, poemas, crônicas, cotidiano, palavras e até silêncio. Mas, principalmente, pelas nossas conversas, como gosto de prosa! E ouvir as histórias. Tenho imenso prazer em visitar e receber todos.  

Aqui deixo a minha gratidão por tanta amorosidade vivida nestes deliciosos anos. E foram tão deliciosos, que deixo esta Tartelete de Frutas do Bosque com Creme de Confeiteiro, para alegrar o paladar e coração dos meus queridos amigos. 

Pegue, a Tartelete é sua! 


Sirva-se do meu preferido, em primeiro plano, Saint Honoré coberto com creme branco e crème pâtissière. Mais atrás, na cor verde, Cheesecake de Pistache e Frutas Vermelhas e ao fundo, o famoso Mil Folhas.  


Todos estas obras de arte são produções da Confeitaria Dama, sendo a minha loja preferida, a localizada no bairro de Pinheiros, em São Paulo. 




E temos piscadinhas da minha Mariana, que só esbanja charme: 







As comidinhas de hoje? Bem vou deixar as fotos da ceia de natal de 2017. Foi simples, nada de especial, mas bem saborosa. A sobremesa foi um sortido de frutas secas e frescas, panetone e como no Brasil, o natal é no verão, um delicioso sorvete ao modo italiano, de pistache, foi comprado. Porém, a sobremesa não foi fotografada, foi esquecida! O prosecco, já dava a conta de seu recado relaxante. 

Não precisa ler as receitas, desça e veja só as fotos, se quiser. Quem gosta de cozinhar, sim, talvez goste de ler as receitas. 

Aperitivo
Aspargos cozidos no vapor e depois finalizados no forno, envoltos em tiras de bacon. 

Unte uma forma com um pouco de azeite, envolva uma tira de bacon entre dois aspargos. Leve ao forno, em temperatura média, até que a tira de bacon fique transparente. Se tostar muito, vai potencializar o sabor defumado do bacon, perdendo a delicadeza, pois ficará muito forte.  

Rale pimenta preta no momento e está pronto para servir.  



Primo Piatto - Pasta al forno
Rigatoni al forno con funghi e besciamella  - Rigatoni ao forno com funghi secchi e bechamel 

Fácil! Faça um bechamel sem frescura, mas não esqueça da noz-moscada. 
Hidrate o funghi secchi, deixando que ferva por 10 minutos e descanse por mais um tempinho. Refogue os cogumelos com uma cebola roxa, manteiga, sal e pimenta preta ralada.
Cozinhe os rigatoni bem al dente. Escorra e misture tudo com 3/4 de bechamel. 

Unte um refratário com manteiga, acomode metade dos rigatoni no pirex, arrume metade dos cogumelos. Junte um pouco de mozzarella e parmesão ralado, mas não exagere nos queijos, fica enjoativo, oleoso e pesado. Entre com a outra metade dos rigatoni, repita a operação com os cogumelos e os queijos mozzarella e parmesão. Cubra com o que sobrou de bechamel. Espalhe por cima um pouco de parmesão ralado e pangrattato/farinha de rosca caseira, para formar uma casca crocante, ao gratinar. 

Leve ao forno, coberto com papel alumínio, para não ressecar. Depois de 20 minutos/meia hora, vai depender do forno, tire o papel alumínio, deixe até dourar e se tiver a função grill no forno, use para um efeito mais crocante na cobertura.  

Use sempre papel alumínio para esquentar no forno. Ajuda a não ressecar. 





Secondo Piatto - Carne 
Bochechas de porco marinadas no vinho, mel e temperos. Assadas lentamente, sem pressa. Ficaram super macias, quase desfazendo e o molho foi reduzido, um sabor espetacular. Em tempos frios, é matrimônio perfeito com polenta italiana e um bom tinto seco.

Cenoura, salsão, cebola, bulbo de erva doce, alho com a casca, alecrim, tomilho, folha de louro, vinho branco e tinto em quantidades iguais e até cobrir as bochechas, suco de 1 laranja grande, sal, bolinhas de pimenta do reino, azeite generosamente, mel ou açúcar mascavo. O que não gosta, não usa.


No forno, metade do tempo com papel alumínio. Outra metade sem papel e forno ligado em baixo e em cima. Foram + ou - 2 horas no forno a 160ª e depois no final a 200 graus. Virar as bochechas durante o tempo no forno.

Depois de assadas, reservo as bochechas, reduzo o molho no fogão, em uma panelinha. Mixei ligeiramente para ficar grosso.

São deliciosas as bochechas, super macias e saborosas!



Contorno - Acompanhamento 
Peras caramelizadas com manteiga, mel e aceto balsâmico, para acompanhar as bochechas de porco. Uma pitada de sal, para acentuar os sabores. Pimenta preta ralada no momento.

Primeiro são caramelizadas na manteiga com um fio de azeite, virando cada uma delicadamente, até ficarem cozidas, porém, firmes. Depois junta-se o mel e por último, com toda a calma e cuidado, junte o aceto balsâmico, em gotas, pois não queremos perder o sabor espetacular das peras. 

Cuidado com o aceto, só ele quer aparecer e deixar tudo escuro. Pode substituir por um pouco de vinagre de vinho branco, mas o aceto em pouca quantidade, dá um sabor espetacular. 



E me despeço por aqui, deixando muitos beijinhos! Baci mille!






sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Uma Breve Pausa - Escalivada - Caldo Verde - Bolo de Limão com Semente de Papoula



Até parece que estou de férias, pois ando tão ausente da blogosfera. Sim, estou no modo pausa ou mais lenta. Mesmo em pleno inverno, passeei por aí, visitei amigos - virtuais e reais, degustei com o maridão deliciosas feijoadas nos dias mais frios. Fiz caminhadas e fui apreciar músicos de rua na Paulista, a avenida mais famosa de São Paulo ou Sampa, como nós paulistanos, carinhosamente chamamos esta megacidade, que na verdade é uma grande mãe. Gente de todos os cantos deste planeta, habita esta barulhenta, agitada e mal cuidada cidade. Mas eu gosto desta mãezona, nasci do ventre dela, no bairro de Pinheiros, na rua Joaquim Antunes, no ano de 1963.

Nos últimos finais de semana, com a temperatura bem mais quente, curtimos um churrasco feito pelo maridão e um primo. Aqueles churrascos demorados, para uma tarde inteira, regado com bons tintos secos, todos selecionados pelo querido primo, que sabe muito bem dar conta deste compromisso. Nós agradecemos pelo dia, pelos sorrisos, alguns transformados em gargalhadas e muito carinho!





E pelos dias de julho e agosto, andei fazendo algumas comidinhas especiais, pois foram receitas de amigos queridos. Cozinheiros de 'mão cheia' para ninguém botar defeito. Uma turma nota 10.000, desta nossa rede da blogosfera e, também, um vlogueiro do Youtube.

Começo pela querida Kasioles, editora do blog Los pucheros de Kasioles. Eu sei, todos conhecem esta simpática e elegante mulher, é amiga comum de muitos que navegam pelas minhas águas. Aprendi com Kasioles a fazer um prato tradicional da Cataluña, uma verdadeira explosão de sabores e muito fácil de fazer. É a Escalivada! Também aqui.


Foi em uma noite fria a primeira vez, acompanhou pão rústico feito em casa e um bom tinto seco. Mas começamos com um caldo de abóbora, em absoluta união estável com o peito de frango e o espinafre. As bodas envolvendo três cônjuges (abóbora, espinafre e frango), embora incomum, acontecem mais do que imaginamos. E neste caso, foi em plena harmonia, no prato! Sem modéstia, estava espetacular, sabores delicados. 


Fiz a Escalivada várias vezes. É ótima em qualquer temperatura, pode-se comer fria.  Certa manhã, estava fora de casa, resolvendo pendências e cheguei por volta das 14 horas, sem almoço e foi a Escalivada (sobra do jantar, do dia anterior) o meu delicioso lanche. Fiquei feliz e satisfeita! 

Em uma assadeira, untada com azeite, eu ajeitei 1 pimentão vermelho, 1 pimentão amarelo, 1 berinjela grande, 1 cebola média cortada em 4 partes e uma cabeça de alho. Reguei com azeite de oliva, espelhei umas pedrinhas de sal grosso e foi para o forno, a 180º graus até ficarem bem assados. Mais ou menos 1 hora, pode ser mais, depende do forno. Na metade do tempo, juntei os tomates e virei os legumes. A Kasioles publica as receitas com sequência de fotos, tipo passo a passo, vai lá mais acima, que linkei o blog dela. 

Com os legumes em temperatura mais para morna, comecei a tirar a pele dos pimentões e da berinjela, reservando todo o suco dos legumes, que guarda muito sabor e aroma. Portanto, fiz este trabalho em um prato fundo. Cortei com as mãos ou com a faca, pimentões e berinjela em tiras finas. 

Terminei tirando a pele dos tomates, espremendo as cascas dos alhos e tirando a casca da cebola.  

Enquanto os legumes assavam, cozinhei algumas batatas no vapor e na parte debaixo da panela, 2 ovos seguiam o cozimento na água.  Depois cortei as batatas e os ovos em rodelas, observando uma espessura não tão fina. Não cozinhar muito a batata, para que ao cortar, não desmanche. 

Reservei azeitonas negras sem o caroço, alcaparras e anchovas ou aliche, em um único prato. 

Em um prato de servir, montei a escalivada assim: 
1 - rodelas de batatas,
2 - pedaços dos tomates e das cebolas,
3 - tiras da berinjela, depois salguei, 
4 - tiras de pimentão vermelho e amarelo, em camadas, na diagonal, 
5 - anchovas ou aliche, continuando o trabalho em diagonal, 
6 - enfeitei com os ovos cozidos em rodelas, 
7 - continuei enfeitando com azeitonas e alcaparras, 
8 - coei todo o suco reservado dos legumes assados, temperei com azeite de oliva, aceto balsâmico, pouquíssimo sal e pimenta negra ralada, depois reguei carinhosamente por toda a escalivada e 
9 - muito cuidado com o uso do sal, pois as anchovas, azeitonas e alcaparras são salgadas. Lembre-se que a Culinária da Catalunha é de origem mediterrânea, portanto, o sal é apenas uma aparição. O que conta mesmo, é o sabor dos legumes, como por exemplo, a doçura dos pimentões e da cebola, o leve sabor picante da berinjela, a acidez dos tomates, a intensidade das azeitonas, anchovas e alcaparras, portanto, como já disse, uma explosão de sabores. Batatas e ovos fazem as vezes de um colo, um bercinho fofo e quentinho.   

O alho transformou-se em um creme delicioso, aromático, com leve toque defumado, que passamos nas fatias do pão rústico, para acompanhar a escalivada. Foi uma manjar digno do Olimpo. Zeus, assim meio sem jeito, com uma risada amarelada, pediu um bocado e depois, o endereço eletrônico da Kasioles :)) 

Não precisa de mais nada? Precisa sim! É preciso conhecer amigos que são cozinheiros de mão cheia, onde na blogosfera que formamos em rede, não faltam. Há tantos que sigo e bato palmas pelas suas produções. E aprendo com eles. E ainda, é uma gente que transborda simpatia e deliciosa amizade. Tutti buona gente !




Pausa para um café... este é para você. 






O inverno, neste ano, não foi assim tão severo. Alguns dias de muito frio, mas nada como os invernos de alguns anos atrás. Mas fiz muitas sopas e caldos. E a receita de Caldo Verde que elegi para a minha mesa, aprovadíssima pelo maridão, foi a do Necasdevaladares - receitas caseiras, um amigo português que faz delícias, todas publicadas em vídeos no Youtube.

A cozinha do Necas, ora é simples, ora é rústica, também pode ser sofisticada. Mas, sobretudo, robusta.  É o tipo de cozinha da minha família, farta e ampla de personalidade. Os pratos não passam desapercebidos. 

Caldo Verde! E como é fácil de fazer! E como é saboroso e nutritivo! 


4 batatas (450/500 gramas) cortadas em rodelas grossas, 2 cebolas médias em pedaços grossos e 2 dentes de alhos partidos, todos para uma panela com água fervente, até ficarem bem cozidos (cerca de 20/30 minutos). Depois mixei tudo e fez-se um creme. Juntei um quantidade generosa de azeite de oliva, rodelas de linguiça portuguesa, salguei e juntei 200 gramas de couve manteiga, sem o talo mais grosso e cortada finamente. Tampei a panela e deixei cozinhando, até a couve ficar al dente e o caldo na consistência desejada. Provei para conferir o sal e finalizei com pimenta preta relada no momento. Deixei descansando uns 10 minutinhos e começamos a degustação deste caldo delicioso, fácil e muito saudável.

As receitas no Necas, também foram a inspiração para estas postas de bacalhau (foto abaixo), assadas com batatas , sobre cama de cebolas, alhos, pimentões vermelhos e amarelos. Servidas com ovos cozidos, azeitonas e alcaparras, aqui!

Digo sempre inspiração, porque temos a nossa própria maneira de executar um prato, mas as inspirações vinda dos amigos, são como poesias gastronômicas.


E as postas de bacalhau foram servidas com brócolis cozidos no vapor, al dente e depois perfumados com alho e azeite na wok, só para assustar os floretes e está pronto. Ahh, uma pitadinha de sal.  





E para a sobremesa? Sim, esta etapa foi coroada com uma delícia que aprendi com a Nina do blog O meu pensamento viaja. A querida Nina é uma mulher belíssima, elegante e decidida. É fato, o que ela quer fazer, ela faz! Temos muitos amigos comuns, ela também também faz parte desta nossa rede na blogosfera.

E as suas produções? Não, não se limitam, como eu, nas artes da boa cozinha. Quem não conhece o blog da Nina, precisa conhecer: trabalhos manuais artísticos, gastronomia, decoração, moda, jardinagem, viagens... enfim, é um blog diverso, de amplo bom gosto, que caminha do tradicional ao moderno. Para não perder!

Eu fiz um Bolo de Limão que ela publicou no link acima. É um bolo tão perfumado, tão saboroso. Já fiz muitos bolos de limão, que adoro e nenhum havia me conquistado ou melhor, me arrebatado como este feito pela Nina. O visual me encantou e é muito fácil de fazer. Fiz algumas pequenas alterações, porque eu não tinha iogurte, que substituí por leite integral e juntei uma colher de semente de papoula.

Enfim, todas a minhas receitas inspiradas, por vezes, acabam por alteradas. Faz parte da vida prática, aprendi com a minha mãe. Temos que ajustar, caso falte algum ingrediente ou para atender o gosto dos comensais.


Amiguinhos, é um bolo espetacular, a textura é incrível! Feito para acompanhar um café ou chá, a qualquer hora. É um mimo, um carinho e muito perfumadinho! E não é um bolo seco. 

Raspas de 1 limão siciliano - sem a parte branca, que é amarga,
1 colher de sementes de papoula, 
150 gramas de açúcar, 
3 ovos, 
200 gramas de farinha de trigo - eu gosto de peneirar, 
120 ml de leite integral, 
80 ml de óleo - usei girassol, 
pitada de sal. 
1 colher de chá (rasa) de fermento para bolo e
açúcar de confeiteiro para polvilhar. 


Bati com um fouet. Primeiro os ovos, perfumei com as raspas de limão, depois o açúcar, depois o óleo, depois o leite, a farinha de trigo, pitada de sal e a semente de papoula. Não bati muito, inclusive os ovos, apenas espumei levemente. Por último, o fermento e bati ligeiramente. 

Assei em forma com furo no meio, untada e enfarinhada, a 180º, em forno pré-aquecido até dourar. Desenformei morno e polvilhei açúcar de confeiteiro. É só, pouco para ser feliz! 

No dia seguinte, eu e o maridão, no café da tarde, passamos em duas fatias cream cheese e por cima, geleia de amora. Cheesecake fake (falsa)? Sei lá, mas acho que está mais para food porn  (pornografia alimentar), provocativa e escandalosa ahahaha... porém a apresentação ficou delicada, o sabor delicioso, longe daquelas comidas ogras, tipo hambúrgueres de 3 andares. 





E foi tão bom este bolo de limão, que entrou para a celebração do aniversário de 8 anos do blog da Rosélia, o Espiritual-Idade. Todos conhecem a Rosélia, esta nossa amiga que inspira e espalha amor por onde passa. A Rosélia vive em amorosidade e em estado genuíno de Gratidão! Sábia em profundidade!

E para a Rosélia, os meus votos de vida longa ao Espiritual-Idade. As orquídeas são do meu jardim, cultivadas pelo meu marido.



Um beijinho a todos e sejamos eternamente felizes! 






terça-feira, 11 de julho de 2017

Meu Aniversário - 2017




Neste 12 de julho, completo 54 anos! Muitas velas, então resolvi colocar só quatro ahahaha...


Nesta época, eu sempre me lembro de quando era pequena e de muitos aniversários comemorados. Na foto, eu estava com um ano e foi o dia da minha primeira festa de aniversário. 


Lembro também, da minha mãe e do meu pai, mas com alegria e muitas saudades. Como eu adorava a casa dos meus pais, especialmente aos domingos. Na foto abaixo, com minha mamma em 2005. Juntas, materializamos meu corpo físico. Morei durante 9 meses, em um bercinho fofo e quentinho. E ainda na foto abaixo, meu pai e minha mãe no final de década de 60.


Ofereço a você uma Flor de Lótus, que fotografei quando estive em um jardim com estas flores exuberantes. Pegue, é sua! 


Na semana passada, recebi um email da querida Mariazita, do blog A Casa da Mariquinhas. O email trouxe um vídeo com uma música, cantada por Salvador Sobral. O nome é 'Amar pelos Dois'. A letra me deixou emocionada, especialmente a última estrofe.  

Gostaria de compartilhar com vocês esta poesia, são belezas que os amigos compartilham conosco e que nos emocionam. Muito obrigado querida amiga Mariazita.

Li que a letra é composição da irmã de Salvador, Luísa Sobral. Soube, por pesquisa feita no google, se estiver errada, os amigos portugueses podem corrigir nos comentários. 




Se um dia alguém perguntar por mim
Diz que vivi para te amar
Antes de ti, só existi
Cansado e sem nada para dar

Meu bem, ouve as minhas preces
Peço que regresses, que me voltes a querer
Eu sei que não se ama sozinho
Talvez, devagarinho, possas voltar a aprender

Meu bem, ouve as minhas preces
Peço que regresses, que me voltes a querer
Eu sei que não se ama sozinho
Talvez, devagarinho, possas voltar a aprender

Se o teu coração não quiser ceder
Não sentir paixão, não quiser sofrer
Sem fazer planos do que virá depois
O meu coração pode amar pelos dois


A melodia é, igualmente, maravilhosa! Ouçam!


Agora, se você quiser um docinho, pegue o seu e vamos celebrar! 


Gosta de pastel de natas? Eu adoro com canela, só um pouquinho. 


Um forte abraço a todos, muito agradecia pela amizade e carinho. Muitos beijinhos! 






sexta-feira, 7 de abril de 2017

Outono - Salada de Batata com Maionese ou Batatas ao Murro





No Brasil, estamos em pleno outono, minha estação preferida. Os céus amanhecem cinzentos e nublados, uma paisagem que eu gosto muito. As árvores soltam suas folhas, em uma demonstração diária de desapego ao que não é mais útil. Não criam obstáculos, apenas exercem a liberdade, criando espaço para que a vida renasça. 

E entre as folhas, chuva e brumas, uma trepadeira selvagem, que habita o meu jardim, insiste em abrir os seus botões diariamente, abundantemente, que ora parecem azuis, ora revelam-se lilases. Mas a cor é só um mero detalhe, se prestarmos atenção na luz que emana de dentro do seu útero.  


E se o momento for adequado, não deixe de admirar a atriz e cantora argentina, Susana Rinaldi, interpretando bravamente a famosa música El dia que me quieras. 

Aviso: você está prestes a sentir-se em um show para todos os seus sentidos, ao som extraordinário de um bandoneon e violino arrebatadores. 





Sabiam que aqui em casa, no quesito churrasco, o marido é o chefe? E faz com excelência, porque gosta e acha divertido. Ele, com o preparo das carnes e eu com os acompanhamentos. Gostamos de acompanhar as carnes feitas na grelha com batatas ou salada de tomate com alcaparrões espanhóis ou até mesmo legumes grelhados. 

Na foto abaixo, um pouco de pesto de rúcula, que já estava pronto na geladeira, deram mais sabor a estas fatias de tomates com alcaparrões.  


Mas as batatas são as rainhas, as preferidas para combinar com o churrasco e geralmente são preparadas no modo de uma salada de maionese ou ao murro. 

O preparo dessas batatas é muito simples, pois o dia regado a churrasco é digno de um ritual pantagruélico, que pede pouco esforço físico e muito afeto aos paladares e olfatos, acostumados ao bom trato por seus donos.

Salada de Batata com Maionese


O segredo da minha salada de maionese é agregar todos os ingredientes com a batata ainda quente, para que incorpore o sabor dos temperos na totalidade, por conta da temperatura. A consistência deve ser quase cremosa, quase com os pedaços desmanchados, mas sem que pareça um purê. 


Maionese feita em casa (junte no copo de mixer: 1 grande ovo inteiro, 1 colher de suco de limão ou vinagre de vinho branco, sal e com o mixer em ação junte em fio, azeite e óleo de girassol, em medidas iguais, até dar o ponto de maionese);

4 ou 5 batatas cozidas e sem a casca - cortadas em cubos pequenos;

azeitona preta picada grosseiramente - tipo azapa;

1 colher de chá de mostarda de Dijon;

pickles de pepino pequeno picado - quantidade a gosto, mas não exagere, por conta da acidez;

1 maçã sem casca e sem sementes picada - gosto de pedaços pequenos;

folhas de salsinha picadas;

1/2 cebola pequena picada em pequenos cubos e depois lavados e escorridos em uma peneira;

1 dente de alho pequeno picado;

3/4 de xícara de ervilhas congeladas e preparadas conforme instrução na embalagem;

4 ovos cozidos - 3 picados e 1 cortado em 4 pedaços, para decoração e

azeite de oliva, pimenta preta e sal a gosto.

Misture os ingredientes, com os pedaços das batatas ainda quentes. Prove para verificar o sal. Ajeite a salada em uma vasilha de servir, alise a superfície com a colher, enfeite com as fatias de um dos ovos, rale pimenta preta e regue com azeite. No verão, vai para a geladeira, até a hora de servir. 

Batatas ao Murro - a modo mio


Estas batatas são super fáceis de fazer e estão presentes em quase todos os churrascos aqui em casa. Recomendo muito, são práticas e deliciosas! 

E nem precisa de receita! Eu cozinho no microondas, por aproximadamente 8 minutos, umas batatas com casca, em uma vasilha refratária com tampa, com dois dedos de água, até ficarem al dente. Antes, eu espeto a casca algumas vezes com um garfo de sobremesa. É melhor que as batatas sejam do mesmo tamanho, tipo médio. 

Quando as batatas estiverem um pouco frias, mas não muito, eu dou um murro (ficam amassadas como na foto). Unto uma forma de ir ao forno com azeite, disponho as batatas e nos espaços encaixo dentes de alho com a casca. Espalho folhas de alecrim e tomilho frescas, ralo pimenta preta e tempero com um pouco de sal grosso, sem exagerar. Rego com azeite de oliva e em cada cavidade da batata, ajeito uma bolinha de manteiga (esse é o meu segredo, sim, a manteiga).

Vai para o forno pré-aquecido, até dourar, com a casca da batata crocante. Mas cuidado para não queimar o alho. O alho deve ficar um creme, ao sair da casca, com a ajuda de uma faca. Um bocado desta batata, sublimado com o creme de alho assado, é caso sério! 

O alho assado com a cabeça inteira, pode ser servido como um delicioso purê, perfumado com poucas colheradas de vinho branco seco. O sabor do alho assado? É adocicado e defumado, lembra um pouco amêndoas levemente tostadas.